Maior seca dos últimos 17 anos no RS causa destruição na agricultura

A divisa do Brasil com Argentina e Paraguai pode chegar a 43 graus

12/01/2022

Maior seca dos últimos 17 anos no RS causa destruição na agricultura Há 17 anos o Rio Grande do Sul não tem uma estiagem tão intensa (Foto: Divulgação)

Há 17 anos o Rio Grane do Sul não tem uma estiagem tão quente e prolongada como a do verão deste ano. A onda de calor vai permanecer n região Sul do Brasil ao menos até sábado (15). A informação e do Inmet – o Instituto Nacional de Meteorologia. As culturas de soja e milho serão as mais afetadas. A capital do Rio Grande do Sul pode chegar aos 39 graus, no sábado. Já na fronteira com o Uruguai e Argentina, na cidade de Uruguaiana, os termômetros podem atingir os 44 graus, nesta quinta-feira (13).

Especialistas falam em quebra de até 40% na atual safra da soja no Rio Grande do Sul. 

O meteorologista Mamedes Melo, do Instituto de Meteorologia, explica que esse calor fora do comum se deve ao fenômeno La Niña. No caso, o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, que altera radicalmente o ciclo climático de todo o continente.

Dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul apontam que essa, que já pode ser considerada a maior seca dos últimos 17 anos, vai resultar numa perda de 39% das lavouras do Estado.

A previsão é que a onda de calor vai diminuir à medida que a massa de ar quente for penetrando o continente. Isso deve influenciar, inclusive, na diminuição das chuvas que atingem os Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Bahia, dando espaço às chuvas típicas de verão: intensas e rápidas.

 

Da Redação, com Rádio Nacional.

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