Leite rebate Bolsonaro e ataca o PT em ato de inscrição nas prévias do PSDB

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21/09/2021

Em Brasília para o ato de inscrição de sua pré-candidatura presidencial das prévias do PSDB, nesta terça-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, falou sobre as chances da “terceira via” nas eleições de 2022, criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT e rebateu o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Antes do compromisso com a direção nacional e apoiadores do PSDB, Leite foi recebido por Arthur Lira (PP-AL) na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados. Lira registrou o encontro em suas redes sociais, dizendo que ambos discutiram “projetos importantes para o Estado”.

A maioria da bancada tucana apoiou a candidatura de Lira à presidência da Casa, mediante intensa articulação do deputado Aécio Neves (PSDB-MG). Também com a liderança de Aécio, o diretório estadual de Minas Gerais declarou recentemente apoio unânime a Leite nas prévias partidárias.

Além de receber o apoio da maioria dos diretórios da Bahia e do Amapá na reunião desta terça-feira, Leite contou com a presença de uma liderança paulista: o prefeito de Santo André, Paulo Serra.

Questionado pela imprensa sobre a iminente desfiliação do ex-governador Geraldo Alckmin do PSDB, que estaria de mudança para o PSD, Leite disse que atuará para que o líder tucano permaneça na legenda. “Mas respeito as posições que ele tomar”, ressaltou.

Leite também minimizou o mau desempenho dos presidenciáveis da chamada “terceira via” nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022. Ele disse que é “prematuro” fazer previsões um ano antes da votação e lembrou que, pelas sondagens feitas com a mesma antecedência para 2018, ele não estaria no segundo turno da eleição estadual.

Mesmo assim, disse que “o segundo turno do ano que vem não será entre Lula e Bolsonaro”. Segundo Leite, os dois, embora apareçam em primeiro e segundo colocados nas pesquisas, compartilham de alta rejeição. “A população rejeita os dois caminhos mais conhecidos nesse momento.”

O governador gaúcho contestou Bolsonaro, que culpou os governadores pela situação de brasileiros que ficaram sem trabalhar por força das medidas de isolamento social. Segundo Leite, usar esse argumento significa “atacar a própria audiência da ONU”, porque essa foi a “posição majoritária, esmagadora no mundo”. “Estou seguro de que as medidas que tomamos foram para salvar vidas”, afirmou.

Leite disse que, nos últimos dois anos, a economia brasileira cresceu 1,5%, enquanto a economia gaúcha teve resultado três vezes melhor. Apesar da estiagem enfrentada no ano passado, que levou os gaúchos a perderem 40% da safra de soja, a economia do Estado cresceu 4,7%, afirmou.

Questionado sobre o impeachment de Bolsonaro, Leite afirmou que há razões jurídicas para o processo avançar, mas ressalvou que a “situação política” também deve ser considerada. Ele ponderou que é preciso que se configure “um país desejado de interromper o mandato do presidente”.

Sobre a possível adesão a protestos contra Bolsonaro convocados pelo PT, em outubro, o presidente do PSDB, Bruno Aráujo, disse que esse tema não foi debatido internamente. Ele ressaltou, no entanto, que o PSDB é refratário a participar de atos convocados por partidos com os quais não tem alinhamento político.

Nesse ponto, Leite disse que os atos convocados pelo PT acabariam se transformado em atos de apoio à candidatura de Lula, com bandeiras, distribuição de camisetas e adesivos. “Pela lógica de resistir a Bolsonaro, eles [petistas] levam lá [aos protestos] outras bandeiras com as quais não compartilhamos e isso gera dificuldade.”

Apoiador de Bolsonaro no segundo turno de 2018, ele disse que o presidente “é resultado de uma política feita com divisão pelo próprio PT”. Leite ainda criticou Lula por seus discursos de “nunca antes na história desse país”, sem reconhecer os projetos bem-sucedidos do PSDB.

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