Lançamentos de imóveis crescem 115% no 2º trimestre, diz CBIC

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

23/08/2021

Os lançamentos de imóveis cresceram 114,6% no segundo trimestre, para 60.322 unidades, conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). As vendas tiveram expansão de 60,7%, para 65.975 unidades. A oferta final caiu 7,1%, para 180.007 unidades.

Em entrevista coletiva, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, afirmou que, apesar de o segundo trimestre ter sido o melhor da série histórica, há preocupação com redução da oferta. Isso porque, segundo Martins, há incorporadoras que podem deixar de fazer parte dos lançamentos devido à elevação dos custos dos insumos.

“Nossa Ferrari continua com freio de mão puxado”, disse o presidente da CBIC. Ele ressaltou que a avaliação do forte crescimento dos lançamentos, na comparação anual, precisa levar em conta que o segundo trimestre do ano passado foi o mais impactado pela pandemia de covid-19.

Daqui para frente, conforme Martins, a tendência é que alta de preços dos imóveis se acelere com o aumento de custos e a redução de estoques.

Casa Verde e Amarela

O vice-presidente da CBIC, Celso Petrucci, disse que a revisão dos limites de preços e das curvas de subsídios do programa Casa Verde e Amarela (substituto do Minha Casa, Minha Vida) é “muito necessária” diante do aumento dos custos de construção.

A pressão de custos afeta principalmente incorporadoras que atuam no Casa Verde e Amarela, ressaltou Petrucci, que têm margens menores do que as empresas com foco nos segmentos médio e alto.

De acordo com ele, o crescimento de lançamentos acima da expansão das vendas poderá ser invertido por causa das altas de custos. “O aumento dos insumos acima dos preços dos imóveis é preocupante”, disse Petrucci.

Alta dos juros

Outra preocupação do setor, segundo o vice-presidente da CBIC, é a alta dos juros. Apesar disso, não existe a expectativa que as taxas do crédito imobiliário atinjam dois dígitos, disse Petrucci.

Ele citou que os financiamentos habitacionais com recursos da poupança somaram R$ 97 bilhões, no primeiro semestre. “No segundo semestre, deve haver outros R$ 98 bilhões.”

O acesso do consumidor ao crédito está mais difícil, “mas não temos sentido reclamações de incorporadoras e construtoras sobre distratos”, afirmou.

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