La Niña deve se manter superior a 60% no verão brasileiro

Nova estação, que começou terça-feira (21), será marcada por chuvas acima da média na maior parte do país

22/12/2021

La Niña deve se manter superior a 60% no verão brasileiro La Niña pode provocar seca no Centro-Sul durante o verão no Brasil (Foto: Agência Brasil)

As chances do fenômeno climático La Niña continuar atuando durante todo o verão no Brasil, que começou nesta terça-feira (22) e que até o ia 20 de março de 2022, é de 60%, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), segundo texto do site Notícias Agrícolas.

“A maioria dos modelos de previsão (de ENOS), gerados pelos principais centros internacionais de meteorologia, indicam uma probabilidade superior a 60% de que se mantenha o fenômeno La Niña durante o verão, podendo atingir a intensidade de moderado entre os meses de dezembro/2021 e janeiro/2022”, disse o Inmet em nota.

Embora o fenômeno provoca chuvas importantes em parte do país, o resfriamento do Oceano Pacífico Equatorial, pode provocar impactos climáticos negativos na região Centro-Sul do Brasil, com secas severas e quebra de safras.

O fenômeno provoca seca no Centro-Sul, atraso das precipitações em outras regiões e pode provocar chuvas mais constantes no Nordeste.

O Instituto diz que “climatologicamente, o período é caracterizado pela elevação da temperatura em todo país em função da posição do sol mais ao Sul, tornando os dias mais longos que as noites e com mudanças rápidas nas condições de tempo, como: chuva forte, queda de granizo, vento com intensidade variando de moderada à forte e descargas elétricas”.

O Inmet informa ainda em sua nota reproduzida pelo Notícias Agrícolas, que “devido às suas características climáticas, com grandes volumes de chuva, o verão no Brasil tem grande importância para atividades econômicas como a agropecuária, a geração de energia, além de ajudar a repor os níveis de reservatórios de água e manter os níveis satisfatórios”.

Segundo o site, “com o verão, as chuvas são frequentes em praticamente todo o país, com exceção do extremo Sul do Rio Grande do Sul, Nordeste de Roraima e Leste do Nordeste, onde geralmente os totais de chuvas são inferiores a 400 mm”.

Para o Sudeste e o Centro-Oeste, ele afirma que “as chuvas neste período são ocasionadas principalmente pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), enquanto que no Norte das regiões Nordeste e Norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o principal sistema responsável pela ocorrência de chuvas”.

E conclui: “em média, os maiores volumes de precipitação podem ser observados sobre as regiões Norte e Centro-Oeste, com totais na faixa entre 700 e 1100 mm”.

Da Redação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *