Juros despencam com trégua de Bolsonaro e exterior positivo; dólar recua

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10/09/2021

Os juros futuros despencam nos negócios desta sexta-feira, ponderando os sinais de apaziguamento do presidente Jair Bolsonaro em relação ao Judiciário e o cenário externo favorável aos ativos de risco, enquanto o dólar registrava queda.

Por volta das 10h10, o dólar comercial cedia 0,17%, para R$ 5,2143, após bater mínima a R$ 5,1679. A reação era mais forte no mercado de juros futuros, que chegavam a despencar 30 pontos-base (0,3 ponto percentual).

No mesmo horário, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 caía de 7,40% no ajuste anterior para 7,305% e a do DI para janeiro de 2023 tombava de 9,24% para 9,09%. Nos trechos de maior prazo, a taxa do contrato para janeiro de 2025 tinha queda de 10,27% para 10,01%, enquanto a do DI para janeiro de 2027 tombava de 10,72% para 10,36%.

Segundo a Renascença DTVM, a curva de juros deverá ter sessão de queda de taxas, refletindo o movimento do “after-market” (etapa estendida de negociações) gerado pela “indicação de trégua” de Bolsonaro em relação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O recuo expresso na carta redigida pelo ex-presidente Michel Temer já havia melhorado o humor dos investidores de forma instantânea ontem, pesando no dólar e impulsionando o Ibovespa, ajustando o nível de prêmio de risco que havia sido embutido aos preços dos ativos brasileiros após a piora das condições político-institucionais.

“De outro lado, o desempenho dos ativos de risco, na cena global, é positivo nesta manhã, contribuindo para a concretização da aposta de fechamento [queda] da curva na sessão de hoje”, diz o departamento de economia da Renascença. A instituição ressalta, porém, que o acompanhamento da cena político-institucional brasileira é de suma importância, pois o pano de fundo “ainda justifica elevada cautela”.

Vale destacar ainda o resultado das vendas no varejo brasileiro, de alta de 1,2% em julho, bem acima da mediana das expectativas captada pelo Valor Data, de 0,5%. Em 12 meses, o varejo apresentou avanço de 5,9%. O varejo ampliado também veio acima das expectativas, subindo 1,1% na comparação mensal, sendo que o esperado era um recuo de 0,6%.

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