JBS entra no mercado de pescado com aquisição na Austrália

O consumo da carne de peixes é o que mais cresce entre todas as proteínas animais

06/08/2021

JBS entra no mercado de pescado com aquisição na Austrália JBS entra no mercado de proteína animal que mais cresce: a piscicultura (Foto: Governo Tocantins)

A JBS diversifica a produção de proteína animal ao comprar a produtora australiana de salmão Huon Aquaculture. O negócio é de US$ 315 milhões (US$ 425 mi em dólares australiano). Para passar a valer a transação tem que ser aprovada pelas autoridades daquele pais. Os acionistas da JBS concordam com a transação.

A Huon é a segunda maior produtora de salmão das Austrália. Sua sede, na Tasmânia, fica na mesma região onde a JBS tem uma unidade que processa carne bovina. Ela produz 35 mil toneladas e ocupa 40% do mercado do país. A informação é de Andrew Forrest, um dos acionistas. A JBS leva 100% das ações.

Este é o segundo negócio da JBS na Austrália este ano. Em abril ela adquiriu a produtora de suínos Ribalea. Essa compra provocou uma consulta pública naquele país para avaliar o impacto no setor.

Um dos motivos para a empresa entrar nesse mercado é que a carne de peixe é hoje a que mais cresce. Percentualmente, mais que as carnes bovina, suína e de frango. O mercado cresce na medida que a renda da população aumenta e ela descobre os benéficos desta proteína.

Outras grandes empresas têm se voltado para a produção de peixe em escala. A Cargill é uma delas, segundo o site MoneyTimes. Hoje, movimenta US$ 400 milhões. A Cargill vai produzir e processar o peixe.

“Trata-se de uma aquisição estratégica, que marca a entrada da JBS no negócio de aquicultura”, disse o diretor-presidente da empresa, Gilberto Tomazoni ao site de economia. “A aquicultura será uma nova plataforma de crescimento dos nossos negócios.”

Um dos problemas a ser enfrentado pela JBS é fazer a empresa voltar a ter lucros. Nos seis meses encerrados em dezembro de 2020 ela registrou prejuízo de 95 de dólares australianos. Um dos motivos, foi a desaceleração provoca pela pandemia de Covid 19.

(Da Redação)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *