IPCA acelera alta para 0,96% e tem maior taxa para julho desde 2002

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10/08/2021

Com influência da alta de energia elétrica, a inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou de 0,53% em junho para 0,96% em julho. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para o mês de julho desde 2002 (1,19%). Além disso, é o maior resultado desde dezembro de 2020 (1,35%). Em julho de 2020, o IPCA subiu 0,36%.

A taxa de julho de 2021 ficou acima da mediana das projeções de 36 instituições financeiras e consultorias, ouvidas pelo Valor Data, de um avanço de 0,95%. O resultado ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de elevação de 0,88% a 1,04%.

No acumulado em 12 meses, o IPCA acelerou para 8,99% em julho, acima dos 8,35% acumulados até junho. É a maior taxa em 12 meses desde maio de 2016 (9,32%). O resultado de 8,99% ficou acima do centro da meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central (BC) para 2021, de 3,75% – sendo que a meta tem margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. Para o resultado acumulado em 12 meses, a mediana das estimativas do Valor Data era de 8,98%, com projeções entre 8,89% e 9,08%.

A maior contribuição individual para a inflação de maio veio da energia elétrica, que subiu 7,88% e respondeu por 0,35 ponto percentual da taxa de 0,96% do IPCA em julho. A bandeira tarifária vermelha patamar 2 vigorou nos meses de junho e julho. A partir de 1º de julho, no entanto, houve reajuste de 52% no valor adicional dessa bandeira tarifária, que passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos.

O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracajú e de Brasília.

Grupos

Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA, seis tiveram aceleração na passagem entre junho e julho. Subiram mais no período alimentação e bebidas (de 0,43% para 0,60%), habitação (1,10% para 3,10%), transportes (de 0,41% para 1,52%), despesas pessoais (de 0,29% para 0,45%) e educação (0,05% para 0,18%). Houve mudança de rumo em comunicação (de -0,12% para 0,12%) e em saúde e cuidados pessoais (de 0,51% para -0,65%).

Por outro lado, foram observadas taxas menores em artigos de residência (de 1,09% para 0,78%) e vestuário (de 1,21% para 0,53%).

Entre as classes de despesas, o maior impacto em ponto percentual no IPCA de julho de 2021 partiu de habitação, que respondeu por metade da variação de 0,96% (0,48 ponto percentual), em função da energia elétrica, que subiu 7,88% e foi o maior impacto individual no índice (0,35 ponto percentual).

A bandeira tarifária vermelha patamar 2 vigorou nos meses de junho e julho. A partir de 1º de julho, no entanto, houve reajuste de 52% no valor adicional dessa bandeira tarifária, que passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos.

No grupo dos transportes, (1,52%), a principal contribuição veio das passagens aéreas (35,22% e 0,10 p.p.), que haviam caído 5,57% em junho. Ainda nos transportes públicos (4,52%), destacam-se as altas do transporte por aplicativo (9,31%) e do ônibus urbano, que subiu 0,38% em decorrência do reajuste de 5,49% nas tarifas em Porto Alegre (5,06%), a partir de 2 de julho.

Difusão

A inflação se espalhou menos pelos produtos e serviços que compõem o IPCA em julho. O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços saiu de 64,5% em junho para 63,7% um mês depois, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.

Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador também mostrou uma menor abrangência das altas de preços, de 65,6% para 63,2%.

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