Internações em UTI por covid-19 voltam a aumentar na Grande São Paulo

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

10/09/2021

As internações em UTIs de pacientes com covid-19 voltaram a aumentar na Grande São Paulo. Dados da Secretaria de Saúde do Estado disponibilizados pela Fundação Seade informam que o número de pacientes internados aumenta há quatro dias seguidos, de 1365 para 1461 entre 6 e 9 de setembro, algo que tem sido incomum nas últimas semanas.

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A taxa de ocupação das UTIs cresceu de 33% para 38,4% no período, ainda baixa. A média móvel do número de internados, que vinha em queda constante, teve pequena alta ontem, após semanas em queda.

No Estado, depois de ter caído de forma constante até agosto, o número de internados e a taxa de internação nas unidades de terapia intensiva estão estabilizados desde o início de setembro.

O número de hospitalizados tem oscilado entre 2,8 mil e 2,9 mil, enquanto a taxa tem ficado entre 33% e 34%. A média móvel dos números de internados ainda segue em queda, mas o recuo vem desacelerando.

Números da plataforma InfoTracker, que detalha os dados do Estado com base em informações oficiais, mostra que no município de São Paulo o número de internados em UTIs cresceu 8,3%, de 925 para 1002, nos últimos sete dias. As internações em UTIs e enfermarias cresceram 6%, para 2.130 para 2.260.

Na Baixada Santista, houve aumento de 22%, de 73 para 89 pacientes.

Em entrevista ao jornal Bom dia SP, da TV Globo, hoje, o coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 do Estado, João Gabbardo, disse que os números “acendem uma luz vermelha” para a pandemia no Estado, uma vez que eles ocorrem em meio à disseminação da variante delta no Estado.

“O aparecimento da variante delta, mais os casos de aglomeração, o não uso de máscara e uma boa parte da população sem a segunda dose acendem uma luz vermelha. De novo temos que avisar a população que, assim como outros países enfrentaram uma nova realidade com a delta, não estamos livres disso [um agravamento da situação]”.

A aparente reversão na tendência das internações, que precisa de mais tempo para ser confirmada, ocorre em meio a uma falta generalizada de vacinas da AstraZeneca para aplicação da segunda dose no Estado. Ontem, em comunicado à imprensa, o governo paulista afirmou que há um “apagão” do imunizante e cobrou o envio imediato pelo Ministério da Saúde de um milhão de doses da vacina.

Apesar do aumento nas internações, o número de casos e mortes no município de São Paulo e no Estado têm caído, segundo dados compilados pelo consórcio de imprensa, que se baseiam em informações da secretaria de saúde. Na cidade, a média é de 26 mortes e 838 casos por dia. No Estado, de 93 e 3275, respectivamente.

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