Indústria têxtil lamenta área plantada e quebra na safra do algodão

A expectativa é que a safra 2021/2022 seja maior com a mesma qualidade do produto final

02/09/2021

Indústria têxtil lamenta área plantada e quebra na safra do algodão Indústria têxtil lamenta quebra na safra de algodão (Foto: Agência Brasil)

Durante apresentação virtual das perspectivas de oferta e dos preços do algodão da safra de 2020/2021 feita pela Associação Brasileira e de Produtores (Abrape) à Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o presidente Júlio César Busato lamentou o recuo da produção nacional.

A queda na produção é resultado da redução de 17% da área plantada na comparação com a safra de 2019/2020. A redução se deve à queda nos preços do produto. O presidente da Abit, Júlio Cézar Busato, disse que “foi uma decisão bastante difícil para os produtores. Gostaríamos de ter plantado mais, mas, infelizmente, este ano estimamos uma safra de 2,4 milhões de toneladas”.

A cultura enfrentou vários problemas. Segundo o site Safras & Mercados, foram especialmente mais intensos no Mato Grosso, Goiás e Bahia. Comum às outras culturas, a falta de chuvas no final do ciclo contribuiu para diminuir a produtividade. A Abrape diz, no entanto, que a qualidade da pluma será igual à da safra anterior.

O panorama para a próxima safra, porém, são bastante diferentes. “O algodão está com bons preços e, embora soja e milho também estejam muito competitivos, existe uma vontade dos produtores de retomar a área da safra passada”, informou Busato, segundo Safras & Mercados.

Ele lembra que os produtores de algodão têm o seu lastro no mercado interno. Os cotonicultores o priorizam, diz. “Temos a visão clara de que primeiro temos que atender nosso mercado interno, ou seja, nosso maior e melhor cliente”, afirmou.

Além da Associação dos Produtores e da Indústria Têxtil, a reunião teve ainda a presença dos representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Ministério de Minas e Energia e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). As informações são da Abrapa, diz Safras & Mercados.

Da Redação.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *