IGP-DI recua 0,14% em agosto e tem alta de 28,21% em 12 meses

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

08/09/2021

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou agosto com deflação de 0,14%, invertendo a direção tomada um mês antes, de avanço de 1,45%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

A mediana das estimativas de 19 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data era de alta de 0,1%, com intervalo das projeções entre recuo de 0,20% e elevação de 0,58%.

Com este resultado, o índice acumula alta de 15,75% no ano e de 28,21% em 12 meses. Em agosto de 2020, o índice havia subido 3,87% e acumulava elevação de 15,23% em 12 meses.

“Apesar da queda registrada na taxa do IGP-DI, a inflação continua a pressionar a estrutura produtiva das empresas e o orçamento familiar. O resultado de agosto foi influenciado pela queda de 21,39% no preço do minério de ferro. Se tal variação fosse excuída do cálculo do IPA, o índice ao produtor registraria alta de 2,48%”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços, em comentário no relatório.

Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,42% em agosto, após alta de 1,65% em julho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais passou de aumento de 1,50% em julho para 2,19% um mês depois. O principal responsável por este avanço foram os alimentos in natura (2,23% para 8,09%).

A taxa do grupo Bens Intermediários saiu de elevação de 1,61% em julho para 1,84% em agosto, refletindo o movimento do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,58% para 1,89%.

O estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 4,17% em agosto. Em julho, houve incremento de 1,79%. Contribuíram para este movimento os seguintes itens minério de ferro (0,60% para -21,39%), leite in natura (6,52% para 1,50%) e bovinos (0,46% para -0,24%). Em sentido oposto, vale citar soja em grão (2,84% para 4,25%), café em grão (7,44% para 15,10%) e arroz em casca (-4,47% para 6,57%).

Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 0,71% em agosto, contra 0,92% em julho. Das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação de um mês para outro Habitação (2,09% para 0,59%), Educação, Leitura e Recreação (1,42% para 1,03%) e Transportes (0,85% para 0,69%).

Nessas classes de despesa, vale mencionar o comportamento de tarifa de eletricidade residencial (7,80% para 0,93%), passagem aérea (13,11% para 7,25%) e gasolina (1,85% para 1,14%).

Em contrapartida, subiram mais Alimentação (0,78% para 1,25%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,00% para 0,49%), Vestuário (0,08% para 0,38%) e Despesas Diversas (0,02% para 0,18%). Comunicação mudou de direção (-0,09% para 0,05%).

Essas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: hortaliças e legumes (-0,17% para 4,25%), plano e seguro de saúde (-1,27% para 0,28%), acessórios do vestuário (-0,30% para 0,82%), cigarros (-0,48% para 0,27%) e tarifa de telefone móvel (0,00% para 0,34%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,53% em agosto, ante 0,42% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 30 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 18 apresentaram taxas abaixo de 0,09%, linha de corte inferior, e 12 registraram variações acima de 1,49%, linha de corte superior.

O índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 78,06%, 13,22 pontos percentuais acima do registrado em julho, quando o índice foi de 64,84%.

Com os 10% restantes do IGP-DI, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,46% em agosto, ante 0,85% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de julho para agosto: Materiais e Equipamentos (1,28% para 1,01%), Serviços (0,87% para 0,47%) e Mão de Obra (0,48% para 0,00%).

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