Ibovespa tem abertura volátil com cena local no foco

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

09/09/2021

A bolsa brasileira abriu o pregão desta quinta-feira disposta a engatar uma recuperação, um dia depois de reviver momentos vistos pela última vez em março. Mas a permanência dos riscos políticos locais combinada com o comportamento da curva de juros futuros refreiam o ímpeto da renda variável doméstica.

Às 10h38, o Ibovespa ensaiava alta de 0,48%, aos 113.953 pontos, tendo oscilado entre os 114.141 pontos, na máxima, e os 113.264 pontos, na mínima até então. Neste horário, as ações de maior peso no índice à vista (blue chips) não tinham um rumo definido: Vale ON subia 0,63%; Petrobras tinha -0,39% nas ON e -0,44% nas PN; Bradesco PN cedia 1,09% e Itaú Unibanco PN recuava 0,21%.

“Os mercados domésticos devem seguir navegando em águas revoltas na sessão de hoje, depois de tudo que aconteceu durante o feriado e também ontem, quando reverberaram as manifestações do 7 de Setembro e as primeiras repercussões [dos demais Poderes]”, comentou, mais cedo, o economista-chefe do modalmais, Álvaro Bandeira.

Para ele, a expectativa para o dia é de que a bolsa siga pressionada, observando também o viés de alta dos juros futuros, que reagem ao IPCA acima do esperado em agosto. No horário acima, o DI para janeiro de 2025 estava em 10,23%, de 10,07% no ajuste ontem, com a curva a termo de juros futuros calibrando as apostas para um Banco Central (BC) mais agressivo no ritmo de aperto monetário, com uma dose de 1,25 ponto percentual na reunião deste mês, em meio ao acúmulo de riscos fiscal, inflacionário e político.

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