Ibovespa recua mais de 2% e testa os 110 mil pontos com exterior negativo

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

04/10/2021

A sessão de segunda-feira tinha viés amplamente negativo às 16h, com o Ibovespa recuando 2,33%, aos 110.266 pontos, e chegando a perder os 110 mil pontos nas mínimas do dia.

Investidores seguem tentando digerir diversos problemas, que vão desde as altas no preço do petróleo, passando pela estagflação de várias economias e culminando na repercussão do “Pandora Papers”.

O conjunto de reportagens Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) cita mais de 330 pessoas públicas de 91 países e territórios que têm ou tinham empresas offshore, fora de seu domicílio fiscal e abertas em locais conhecidos como paraísos fiscais.

No Brasil, foram citados o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e empresários. Ambos afirmaram que os investimentos foram declarados aos órgãos competentes (assim como disseram os empresários).

Entre os ativos que operavam em alta, apenas as petroleiras conseguiam demonstrar certo fôlego. Petrobras PN subia 2,13%, Petrobras ON avançava 2,39% e PetroRio ON ganhava 0,42%. Os futuros do Brent avançavam 2,91%, a US$ 81,59.

Isso porque, com o aumento na demanda mundial por petróleo e a concomitante alta nos preços do gás, a oferta é cada vez mais restrita. Nessa linha, a Opep+ decidiu nesta segunda que irá continuar elevando sua oferta em 400 mil barris por dia em novembro.

Marfrig ON (+0,12%) e JBS ON (-0,11%), beneficiadas pela forte demanda por proteína animal, e Braskem PNA (-0,24%), que afirmou hoje que não haverá ruptura na oferta de resinas termoplásticas, são as outras ações que se mantêm próximas à estabilidade.

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