Ibovespa firma-se em queda e fica na na contramão de bolsas dos EUA; Vale recua

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

23/08/2021

O clima ainda pesado em Brasília atrapalha a bolsa brasileira em acompanhar o bom humor dos mercados no exterior nesta segunda-feira, onde a variante delta do coronavírus traz incertezas sobre a retirada de estímulos por parte dos bancos centrais, alimentando o apetite por risco. No Brasil, o acúmulo de crises (institucional e fiscal) continua inspirando cautela entre os investidores. Como resultado, o Ibovespa exibe leves perdas, pressionado pela Vale, apesar dos ganhos firmes da Petrobras.

Pouco depois de 12h20, o Ibovespa caía 0,27%, aos 117.738 pontos, tendo oscilado entre os 118.445 pontos, na pontuação máxima, e os 117.551 pontos, na mínima, até então. O volume financeiro somava R$ 6,7 bilhões, projetando giro de R$ 32 bilhões até o fim do pregão. Em Nova York, os índices Dow Jones e S&P 500 subiam 0,76% e de 0,92%, nesta ordem.

Entre as commodities, o petróleo recupera-se e exibe ganhos expressivos, mas o preço do barril segue cotado abaixo de US$ 70. Na China, o minério de ferro subiu em Dalian, mas caiu no porto de Qingdao. Em reação, Vale ON recuava 0,41%, ainda no horário citado acima, ao passo que Petrobras exibia altas de 2,73% e de 2,26% nas ações ON e PN.

“Os rumores sobre questões fiscais e a dificuldade de aprovação da reforma tributária são os principais motivos para a queda da bolsa brasileira hoje”, avalia o especialista de finanças da Toro Investimentos, Túlio Nunes. Ele acrescenta que lá fora a preocupação com a propagação da variante delta do coronavírus tende a resultar em atrasos na reabertura da economia e a postergar a redução no ritmo de estímulos pelo Federal Reserve.

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