Ibovespa fecha em alta após Fed e alívio com China

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

22/09/2021

O Ibovespa fechou em alta, dando continuidade à recuperação ontem, em meio ao alívio das preocupações com a crise da dívida da Evergrande e ao desfecho da reunião do Federal Reserve (Fed).. O sinal positivo vindo de Nova York também ajudou, mas a bolsa brasileira afastou-se dos níveis mais altos do dia, quando chegou a subir mais de 2%.

Ao final da sessão regular, o Ibovespa fechou em alta de 1,84%, aos 112.282 pontos, mais de mil pontos distante da pontuação máxima do dia, aos 113.321 pontos. Na mínima, o índice à vista segurou-se na estabilidade (110.251 pontos). O volume financeiro negociado foi de R$ 27,5 bilhões.

“Olhando lá fora, que deu uma melhorada com o Fed e depois voltou para onde estava antes; aqui está mais para China e preços amassados”, resume um operador sênior da mesa de renda variável de uma corretora nacional, referindo-se às altas de 1,00% e de +0,95% dos índices Dow Jones e S&P 500, ao final do pregão em Wall Street.

“Teve muita correção. Juntou notícias menos ruins com preços amassados e deu nisso”, emenda o profissional citado acima, que preferiu não ser identificado. Com o desempenho de ontem e hoje, o Ibovespa passou a acumular alta de 0,76% na semana, apagando as perdas de 2,33% registradas apenas na última segunda-feira, sob impacto da China.

O chefe de estratégia da Wise Investimentos, Thiago Raymon, avalia que o noticiário da véspera continuou dando ritmo aos negócios locais hoje. “A informação de que a China pode pegar a dívida da Evergrande para si ou entrar com injeção de capital na empresa somada às falas do [presidente da Câmara, Arthur] Lira e do [presidente do Senado, Rodrigo] Pacheco, de que vão buscar uma solução para o pagamento dos precatórios e o financiamento do Auxílio Brasil respeitando o teto dos gastos, continuou animando”.

A novidade do dia ficou com os eventos da tarde envolvendo o Fed. De forma resumida, a autoridade monetária manteve a taxa de juros norte-americana inalterada, conforme esperado, mas indicou que a redução das compras de ativos (tapering) “pode ser justificável em breve” e sinalizou que a primeira alta dos juros pode ocorrer até o fim de 2022.

O gestor de portfólio da Lifetime Investimentos, Alex Lima, avalia que foi bem recebida a forma ordenada com que o Fed sinalizou ao mercado o processo de normalização da política monetária. “Havia o risco de anunciar o tapering hoje, mas deve ficar para a próxima reunião e as projeções indicam que a primeira alta dos juros começa em 2022, com um ciclo de 1 ponto percentual até 2023”, explica. “Foi muito bem desenhado”, emenda.

Entre as ações brasileiras de maior peso (blue chips), Vale ON fechou em alta de 3,96%, enquanto Petrobras ganhou 3,39% e +2,66% nas ON e PN. Nos bancos, Itaú Unibanco PN cresceu 2,18% e Bradesco PN avançou 1,43%. Nos destaques, o setor de saúde apareceu entre as maiores quedas, com Hapvida ON (-3,89%) e Intermédica ON (-3,88%), enquanto as siderúrgicas preencheram a lista positiva, liderada por Usiminas PNA (+8,70%).

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