Hering vê aceleração das vendas nos primeiros dias de agosto

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/08/2021

Após um início de trimestre difícil com o fechamento do comércio e a suspensão de atividades na fábrica de Goiás, por causa da segunda onda da covid-19, a Cia. Hering conseguiu retomar o desempenho de vendas a partir de meados de maio, destacou o presidente da companhia, Thiago Hering, em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre. Em agosto, disse ele, as vendas já aceleraram fortemente.

“Depois de um início difícil, saímos fortes desse trimestre e com uma perspectiva ótima para os períodos seguintes”, afirmou. No showroom de vendas para as coleções de verão e alto verão, a Cia. Hering diz que já conseguiu 945 novos clientes, com aumento de 50% no pedido médio ante 2019. As vendas projetadas em milhões já estão 11% maiores.

No segundo trimestre, a companhia registrou um avanço de 185% na receita bruta ante o mesmo período de 2020, para R$ 405,6 milhões. Ainda houve um recuo na comparação com mesmo período de 2019, quando não havia pandemia. Em abril, quando houve um novo pico de contaminações pela covid-19, as vendas chegaram a recuar 23,2% ante mesmo mês de 2019. Em maio, já houve um avanço de 3% e junho e julho saltaram 11,7% e 12,4% versus os mesmos meses de 2019, respectivamente.

“A restrição na cadeia produtiva prejudicou reposição nos canais, mas conseguimos regularizar”, afirmou Thiago Hering. Segundo ele, o aumento de 19% do tíquete médio no “sell-out” (venda ao consumidor final) e o avanço de 16% nas vendas por atendimento conseguiram mitigar o impacto da queda de fluxo de clientes nas lojas durante as restrições de atividades. “Taxa de conversão fechou num patamar bastante alto, de 24%.”

Mas a empresa também sentiu uma pressão nas margens. Embora a margem bruta tenha tido uma melhora significativa ante 2020, de 21,2 pontos percentuais, ainda foi 1,1 ponto percentual menor do que em 2019, ficando em 42,3%. A margem foi pressionada pelos preços de matérias-primas, insumos e mão-de-obra terceirizada. No entanto, a gestão de custos fixos de fábrica conseguiu mitigar o impacto.

A Cia. Hering reiterou sua perspectiva de abertura de lojas para o ano e deve terminar 2021 com 110 novas lojas em formato compacto e 25 conversões para megalojas.

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