Gravidez na adolescência é mais frequente em escolas públicas e no Nordeste

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10/09/2021

A gravidez na adolescência é mais frequente entre as meninas que estudam em escolas públicas e nas que vivem no Nordeste. O retrato do fenômeno, um dos principais fatores para a evasão escolar de meninas, está na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2019, 7,9% das meninas de 13 a 17 anos que já tiveram relação sexual engravidaram alguma vez na vida.

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O índice é bem maior entre aquelas que estudam na rede pública (8,4%) do que nas meninas da rede privada (2,8%). A região Nordeste é a que a gravidez na adolescência é mais frequente e atinge 10,9% das meninas que já tiveram relação sexual. O menor índice é observado no Sul (5%), enquanto nas demais regiões está na faixa dos 7% (7,4% no Sudeste, 7,3% no Norte e 7,1% no Centro-Oeste).

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Na análise por estados, Alagoas foi aquele com maior resultado (15,3%). Além de Alagoas, são mais oito das 27 unidades da federação com taxas de dois dígitos no indicador: Maranhão (13,3%), Acre (12,8%), Paraíba (12,3%), Bahia (12,1%), Rio de Janeiro (11,1%), Pernambuco (11%), Tocantins (10,9%) e Roraima (10,6%). Já o Estado de Santa Catarina registrou o menor percentual (3,7%).

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“A gravidez na adolescência é um fatores mais importantes para a evasão escolar. Os dados da pesquisa mostram uma diferença expressiva entre os números de quem estuda em escola pública e os de quem frequenta a rede privada”, diz o gerente de Pesquisas Especiais do IBGE e responsável pela pesquisa, Marco Antonio Ratzsch Andreazzi.

A pesquisa mostrou ainda o uso de camisinha e da pílula do dia seguinte entre as adolescentes. Em 2019, 63,3% dos adolescentes usaram camisinha na primeira relação sexual e 59,1% na última. O Estado do Rio de Janeiro apresentou o menor percentual de escolares de 13 a 17 anos que usaram camisinha na última relação sexual (50,8%) e o Rio Grande do Sul o maior percentual de uso (68,0%).

Já 45,5% das meninas de 13 a 17 anos que já tiveram relação sexual usaram a pílula do dia seguinte alguma vez na vida, segundo os dados de 2019. A principal forma de obtenção da pílula do dia seguinte na última vez que utilizaram foi a farmácia (68,2%).

O maior percentual de uso da pílula do dia seguinte entre as meninas que já tiveram relação sexual foi no Estado de Tocantins (53,9%), mas outros três estados tiveram taxas acima dos 50%: Distrito Federal (51,8%), São Paulo (51,4%) e Rondônia (51,4%).

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