Governo de Minas Gerais vê risco de aumento nos custos da energia

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

12/08/2021

A crise hídrica que atinge Minas Gerais não oferece risco de apagões no Estado, mas talvez exija reajuste nas tarifas de energia, para tentar conter o consumo, disse nesta quinta-feira (12) o vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant (sem partido).

“Nossos reservatórios estão em nível muito baixo. Temos alternativa, talvez um pouco mais caras. Talvez o preço da escassez vai ser não a escassez de energia, mas um pouco de elevação das tarifas”, afirmou Brant. O vice-governador destacou que o Estado é o que tem investido mais na geração de energia solar.

Mudança da matriz energética

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a geração de energia fotovoltaica no país cresceu 200% nos últimos três anos e a geração distribuída aumentou 2.000%. “Nos próximos dez anos, serão investidos no país R$ 100 bilhões em geração de energia solar. Isso é muito bom, mostra que a nossa matriz energética está sendo diversificada”, afirmou o ministro.

Albuquerque estima que, até 2030, em torno de 25% da matriz energética será de energia solar e eólica. Atualmente esse índice é de 14%. A geração de energia hidráulica, que hoje representa 61% da matriz, vai baixar para 48%.

Albuquerque e Brant participaram na manhã de hoje do lançamento do programa Minas do Hidrogênio”, iniciativa do governo do Estado com apoio do setor empresarial para estimular o desenvolvimento da cadeia de hidrogênio em Minas Gerais. O evento foi realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

O presidente a Fiemg, Flávio Roscoe, considerou o hidrogênio verde uma importante alternativa energética para atender os consumidores nos horários de pico, além de contribuir para que o Estado possa chegar a 2050 com as emissões de carbono neutralizadas.

“Existem desafios, como o marco regulatório para a cadeia de hidrogênio verde, questões de segurança relativas ao transporte dessa energia e incentivos à produção”, afirmou Roscoe.

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