Gado confinado e baixo consumo derrubam preço da arroba do boi

Ceo da Marfrig acredita que no mercado interno a situação permanece assim até o primeiro trimestre do ano que vem

28/10/2021

Gado confinado e baixo consumo derrubam preço da arroba do boi Preço da arroba do boi continua caindo nas praças paulistas (Foto: Pixabay)

O peço da arroba do boi gordo voltou a cair nas praças paulistas nesta quarta-feira (27). Segundo pesquisa da Scot Consultoria, os compradores entraram derramando os preços em R$ 2,00 para a arroba do boi e R$ 4,00 para vacas e novilhas gordas.

Segundo a Consultoria, os preços estão pressionados dado o volume de boiadas ofertadas e, com isso, abre espaço para os compradores endurecerem e impor preços. O gado confinado chega ao mercado.

Com a nova queda nos preços, a arroba do boi gordo foi comercializada nas praças paulistas a R$ 263,00 enquanto as vacas ficaram em R$ 255,900 e as novilhas, R$ 269,00 a arroba. Preços brutos e a prazo.

No Oeste do Maranhão, não foi diferente. O preço da arroba caiu 1,9%, em valores nominais R$ 5,00, em relação à terça-feira e foi comercializada a R$ 263,00, caindo a R$ 259,00 com desconto Funrural e Senar.

Cenário no país não vai mudar

O site Safras & Mercados registra que durante uma teleconferência nesta quarta-feira, o Ceo da Marfrig, Miguel Gularte, disse que o consumo de carne bovina no mercado interno não vai mudar neste quarto trimestre de 2021 nem no primeiro do ano que vem por causa da recessão enfrentada pela economia brasileira. “Diferentemente do ano passado, acreditamos que desta vez o auxílio emergencial não deve trazer um grande fomento ao consumo”.

Ele disse também que “a queda nos abates pelo mercado em geral no terceiro trimestre deste ano foi de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Marfrig, na mesma comparação, houve um decréscimo nos abates de 6%”.

Os abates foram menores, segundo ele, pela escassez de matéria-prima e a suspensão das exportações para a China, após os casos da doença da vaca louca. Ele acredita que a volta da China às compras deve favorecer as exportações, mesmo com a logística desarticulada.

Da Redação.

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