Fundador de ONG admite na CPI ter levado Davati ao Ministério da Saúde

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

10/08/2021

Após prestar os primeiros esclarecimentos à CPI da Covid nesta terça-feira, o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida informou que, por orientação de seus advogados, ficaria em silêncio para qualquer pergunta relacionada à negociação de vacinas. Ele está amparado em um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é fundador do Instituto Força Brasil (IFB), defensora ferrenha do presidente Jair Bolsonaro – e participou de negociações para venda de vacinas ao Ministério da Saúde.

Em sua fala inicial, Bruno disse que o IFB tinha interesse em viabilizar a vacinação no setor privado e que, por esse motivo, solicitou “pelos meios formais” uma reunião com o então secretário-executivo do ministério, o também coronel Élcio Franco.

Após a confirmação do encontro para o dia 12 de março, Bruno teria sido procurado pelo reverendo Amilton de Paula, fundador de outra organização interessada, por supostas razões humanitárias, em intermediar a venda de vacinas ao governo.

Bruno disse que checou as credenciais do reverendo, que havia mencionado a suposta oferta de 400 milhões de doses da AstraZeneca por meio da Davati, representada por Cristiano Carvalho e Paulo Dominguetti. O coronel, então, aceitou levar todos eles para a reunião no ministério.

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