Fiocruz detecta aumento de internação por covid-19 entre jovens adultos em estágio grave

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27/08/2021

Estudo comandando por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Fiocruz Bahia) detectou mudança em perfil de pacientes internados com covid-19 em estágio grave. Na prática, os especialistas detectaram maior frequência, em pacientes nessa condição, de jovens adultos sem comorbidades.

O universo da pesquisa abrange internados em unidade de terapia intensiva de um hospital privado, em Salvador, entre a primeira e a segunda onda da pandemia. O grupo de cientistas analisou informações clínico demográficas de pacientes internados em dois períodos de alta no número de hospitalizações no Estado da Bahia: maio a julho de 2020 e dezembro de 2020 a fevereiro de 2021, detalhou a fundação.

O sequenciamento do genoma do Sars-CoV-2 foi realizado em amostras de “swab nasofaríngeo” (exame para coletar material, e assim detectar covid) de 12 pacientes com menos de 60 anos, durante a segunda onda, sendo a variante P.1 detectada em todos eles, informou a Fiocruz. Foram analisados dados de 672 pacientes internados na UTI do hospital, no primeiro período, e 943 no segundo período.

A partir dos dados coletados, os pesquisadores apuraram que pacientes sem comorbidades representaram cerca de 32% das internações em fevereiro de 2021, quando em junho de 2020 eram aproximadamente 15%. Os resultados apontam que houve aumento da carga viral nos pacientes em fevereiro de 2021. Além do aumento do número de internações, também observou-se, no segundo período, aumento de pessoas internadas com menos de 60 anos e sem comorbidades conhecidas, como doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes.

A Fiocruz informou ainda que foram avaliadas possíveis alterações no padrão dos resultados obtidos na análise do RT-qPCR, o teste usado para detectar covid-19. A média para o tempo entre o início dos sintomas e a coleta da amostra foi de 4,4 dias para junho de 2020 e 5,1 dias para fevereiro de 2021.

Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico International Journal of Infectious Diseases, em 10 de agosto, informou a fundação.

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