FGV: Empresário de serviços prevê fim de ano melhor do que em 2020

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

30/08/2021

Embora o avanço da variante delta da covid-19, mais transmissível, tenha aumentado o número de casos da doença no país, o otimismo do empresário de serviços com o desempenho dos negócios no fim do ano permanece em alta, avalia o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rodolpho Tobler.

Ele fez a observação ao comentar o aumento de 1,3 ponto do Índice de Confiança de Serviços (ICS) em agosto, para 99,3 pontos. Na prática, a economia de serviços foi tão prejudicada no ano passado, com começo da pandemia e sem perspectiva de vacinação, que agora se acredita em melhora nos negócios do setor no quarto trimestre ante igual período em 2020.

Ao falar sobre a evolução do indicador de julho para agosto, o técnico comentou que o aumento foi o quinto consecutivo. Ao mesmo tempo, os dois subindicadores componentes do ICS apresentaram saldo positivo – houve altas de 2,6 pontos no Índice de Situação Atual (ISA), para 93 pontos, e de 0,1 ponto no Índice de Expectativas (IE), para 105,7 pontos.

Tobler chamou atenção para o fato de que o ISA ainda estar abaixo e de o IE estar acima dos 100 pontos, que representa limite de quadrante favorável do indicador.

No entendimento do especialista, é possível dizer que o cenário atual na economia de serviços ainda opera abaixo de 100 pontos, tendo em vista que os negócios no setor não recuperaram o patamar pré-pandemia. No entanto, ele notou que o IE está acima de 100 pontos porque se espera um fim de ano melhor do que o observado em igual período em 2020.

“Essa segunda metade do ano tem datas muito importantes para bares, restaurantes e hotelarias”, lembrou, citando as festas de fim de ano.

Tobler comentou que, desde março, a economia de serviços tem operado em trajetória de recuperação, tendo em vista o ritmo de vacinação contra covid-19 mais ágil. A atividade de serviços como um todo operou de forma reprimida no ano passado, mas, neste ano, paulatinamente começa a se recuperar.

O especialista lembrou que o setor de serviços o mais afetado pela pandemia – visto que a doença exigiu restrições de circulação social que afetaram bares e restaurantes, por exemplo

O economista da FGV fez uma ressalva: a alta de apenas 0,1 ponto do IE reflete certa preocupação com o avanço da delta, mas não ao ponto de interromper trajetória de recuperação da confiança de serviços. “As expectativas acima de 100 pontos mostram sinalização favorável” para os próximos meses, resumiu.

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