Febraban: Reforma tributária é importante para reduzir custo do crédito

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05/10/2021

A reforma tributária é importante para reduzir o custo do crédito no país, afirmou nesta terça-feira (5) o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, no debate Reforma Tributária e os Desafios do Senado Federal no Pós-Pandemia, promovido pela entidade e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O avanço da vacinação “deveria trazer boas perspectivas para a economia e para o bem-estar da sociedade”, disse. “Mas ainda esbarramos em um cenário preocupante ou, no mínimo, inquietante.” Ele citou crise hídrica, inflação e “forte e necessário” aumento dos juros como fontes de preocupação.

Para ele, sinais positivos que a economia dá em 2021 tem como contrapontos expectativas deterioradas para 2022. E listou: dinâmica fiscal débil, desemprego, inflação, crise hídrica e instabilidade institucional com proximidade das eleições.

“Temos de perseverar, com enorme capacidade de resistência, o caminho das reformas”, afirmou. O crescimento sustentável requer uma forte expansão dos investimentos e, para isso, é preciso criar ambiente com previsibilidade, estabilidade política, segurança jurídica, disciplina fiscal e reformas.

A Febraban insiste na necessidade de perseverar as reformas tributária e administrativa, frisou.

Em meio à pandemia, bancos concederam volumes inéditos de crédito com juros e spread mais baixos, destacou. Nos 12 meses terminados em agosto, o saldo total da carteira cresceu 15,9% e a carteira de pessoas físicas atingiu 18,8%.

O setor bancário brasileiro é o que mais paga tributos no mundo, afirmou Sidney. A alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é de 25%, ante 9% para os demais. A cunha fiscal corresponde a 20% do spread bancário e a inadimplência, outros 31,9%. O aumento de impostos para o setor gera efeitos danosos na economia, frisou.

Do spread bancário, 81,1% corresponderam aos custos das operações de crédito, na média entre 2018 e 2020, disse. Já o lucro orbitou em 18,9%.

Sidney concordou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na crítica à estratégia do governo de atrelar o Bolsa Família à aprovação da reforma do Imposto de Renda. “É apequenar o debate”, disse.

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