Farelo de soja se valoriza no Brasil enquanto cotações do milho se aproximam de 18%

Procura externa do farelo de soja pode aumentar e maior demanda externa do milho é consequência da guerra no leste europeu.

21/03/2022

Farelo de soja se valoriza no Brasil enquanto cotações do milho se aproximam de 18% Produção mundial de soja sobe, enquanto de milho registra queda. (Foto: Divulgação)

Os preços do farelo de soja seguem em alta no mercado brasileiro, impulsionados pela firme demanda e por perspectivas de aumento também na procura externa pelo derivado nacional. Neste caso, segundo pesquisadores do Cepea, agentes estão fundamentados em notícias indicando possível aumento na tarifa de exportação de farelo e de óleo por parte da Argentina, principal abastecedora global desses produtos.

Se isso de fato ocorrer, importadores podem redirecionar a demanda ao Brasil. Por enquanto, já se observa restrição nas negociações argentinas dos produtos para exportação. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os valores do farelo de soja subiram 0,4% entre 11 e 18 de março. De fevereiro para março (até o dia 18), as médias de 20 das 31 regiões acompanhadas pelo Cepea atingiram patamares recordes, em termos nominais.

Para o grão, a firme demanda por farelo e a retração vendedora limitaram a queda nos preços, que seguem pressionados pela proximidade da finalização da colheita nas principais regiões do Brasil e pela desvalorização externa. Além disso, o aumento do frete rodoviário também reduziu o valor recebido pelos produtores no interior do País.

Quanto ao milho, as cotações no porto de Paranaguá (PR) vêm avançando com expressividade neste mês, impulsionadas pela maior demanda internacional e pelos aumentos nos preços externos, que vêm sendo repassados parcialmente ao mercado interno.

No acumulado da parcial deste mês (entre 25 de fevereiro e 18 de março), o milho negociado em Paranaguá valorizou fortes 17,4%. Segundo pesquisadores do Cepea, a maior demanda externa se deve ao conflito entre Rússia e Ucrânia, que estão entre os cinco maiores exportadores mundiais do cereal. Além disso, o governo argentino sinaliza diminuir o volume exportado, visando preservar a oferta interna.

No entanto, nos primeiros 10 dias de março, as exportações brasileiras de milho estavam lentas, mas na semana iniciada no dia 14, compradores se mostraram mais ativos no porto de Paranaguá, com negócios sendo realizados a preços acima dos praticados no interior do País.

Fonte: Cepea

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