Famílias de baixa renda sentem mais a inflação em agosto

Aquelas que ganham mais de R$ 17.764,49 sentiram muito menos a variação

16/09/2021

Famílias de baixa renda sentem mais a inflação em agosto Confiança do consumidor brasileiro na economia está estagnada, mostra pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (Foto: Agência Brasil)

As famílias mais pobres, com renda mensal de até R$ 1.808,79 foram as mais impactadas pela inflação oficial de agosto, essencialmente puxada pelo preço dos alimentos, informa a Agência Brasil. As famílias mais ricas, com renda superior a R$ 17.764,49 sentiram mito menos a variação.

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontou alta de 0,91% para famílias com menor poder aquisitivo. E uma variação mais amena, de 0,78% para as famílias com maiores rendimentos.

Apesar da queda no preço de alguns produtos importantes para a alimentação dos brasileiros, como o arroz e o feijão, por exemplo, as famílias com renda mais baixa sentiram, no bolso e na carteira, o aumento no preço de proteínas animais, especialmente o frango, que apresentou alta de 4,5%.

Já para os mais ricos, apesar da queda de aproximadamente 11% no valor das passagens aéreas, a alta foi puxada por reajustes do etanol combinados com a alta nos preços dos automóveis novos e dos serviços de aluguel de veículos.

Ainda que em menor intensidade, os aumentos de 1,1% da energia elétrica, de 2,7% no preço do gás encanado e de 2,4% do botijão de gás, fizeram com que o grupo habitação fosse o responsável pela terceira maior contribuição à inflação de agosto para todas as faixas de renda pesquisadas.

Da Redação.

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