Exterior e dado local fazem dólar ter novo dia de queda

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

31/08/2021

O dólar comercial opera em queda firme nesta terça-feira, embora tenha deixado as mínimas do dia, acompanhando o exterior e refletindo também a divulgação de dados melhores que o esperado da economia local.

Como este é o último dia de agosto, a tradicional disputa de comprados e vendidos pela formação da Ptax de fim de mês deixou mais volátil a formação de preço até as 13h. Por volta das 14h45, a moeda americana cedia 0,47%, a R$ 5,1643. Na mínima do dia, chegou a tocar R$ 5,1163.

Lá fora o clima segue construtivo para os pares emergentes. No horário acima, o dólar cedia 0,98% contra o rand sul-africano, 0,70% em relação à lira truca e 0,31% frente ao peso mexicano. Para o Brown Brothers Harriman, o enfraquecimento do dólar ocorre em meio ao fortalecimento do euro, após dados de inflação mais altos do que o esperado na zona do euro em agosto, e o recuo dos juros reais (taxa nominal descontada da inflação) nos Estados Unidos.

“O rendimento real de 10 anos caiu quase 10 pontos-base [0,1 ponto percentual] desde o discurso de Powell, para -1,08%, o menor desde 16 de agosto”, diz a instituição financeira, em referência à fala suave sobre retirada de estímulos monetários do chairman do Federal Reserve proferida no encontro de banqueiros centrais em Jackson Hole, na última sexta.

Por aqui, o destaque foi a divulgação da taxa de desemprego de 14,1% em junho, bem menor que os 14,4% esperados. “O emprego formal tem se recuperado em ritmo robusto nos meses recentes, mas esse número deve permanecer em dois dígitos por algum tempo, à medida em que um número considerável de pessoas ainda precisa voltar ao mercado”, avalia o Goldman Sachs, em relatório.

Paralelamente, o cenário político e a crise hídrica seguem no radar dos investidores. Hoje, a Aneel anuncia o novo valor da tarifa da bandeira tarifária cobrada, e existe expectativa de que ela fique ao menos 50% mais cara. Ao mesmo tempo, relatos na imprensa dão conta de que a insatisfação no Senado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, cresceu a ponto de parlamentares indicarem que nenhum projeto do ministro tem chance de tramitar antes das eleições de 2022.

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