Exportações brasileiras de carne devem crescer em 2022

A expectativa é da CiCarne, Centro de Carne da Embrapa

03/01/2022

Exportações brasileiras de carne devem crescer em 2022 Brasil deve aumentar suas exportações de carne bovina em 2022 (Foto: Agência Brasil)

O Centro de Inteligência de Carne Bovina (CiCarne) estima que as exportações brasileiras de carne bovina devem crescer em 2022, tendo como principal destino e mercado os países asiáticos, informa o site especializado CarneTec.

Boletim assinado o pelos pesquisadores Guilherme Cunha Malafaia, Sérgio Raposo Medeiros e Fernand Rodrigues Teixeira Dias, diz: “Esperamos que a produção de suínos volte a cair em muitos mercados asiáticos, incluindo a China, em 2022, pelos preços descendentes e alto custo com insumos, desestimulando assim a produção. Tal evento criará oportunidades para as exportações brasileiras”.

A expectativa dos pesquisadores é que a China se mantenha como principal destino da carne bovina brasileira. Eles acreditam que os preços continuem firmes, uma vez que o Real está desvalorizado.

Já para o mercado doméstico, a previsão é outra. Eles acreditam que a inflação e o desemprego afetem ainda mais o consumo interno, Ele representa 75% de toda a produção nacional. O consumo em dezembro passado foi o menor em 25 anos.

“Entretanto, esse consumo se fortalecerá num futuro próximo. Esperamos um crescimento constante à medida que a renda e as preferências alimentares se expandam”, disseram os pesquisadores ao CarneTec.

A avaliação indica que a indústria brasileira vai se beneficiar, com a procura de produtos mais sofisticados.

Os dois grandes desafios da pecuária nacional é manter afastada a possibilidade do retorno da febre aftosa ou da repetição de casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) – ou mal da vaca louca. Nesse caso, o segmento pode passar por novas pressões.

Também influem no comércio internacional a possibilidade do aparecimento de novas variantes de Covid 19, gargalos logísticos em transporte marítimo, oferta de insumos, as pautas ambientais e o fluxo do comércio internacional precisam ser monitorada em tempo real, segundo o CiCarne.

Da Redação.

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