Exportação de carne cai no primeiro semestre, mas receita aumenta

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia

06/08/2021

Exportação de carne cai no primeiro semestre, mas receita aumenta Volume de carne exportada em agosto cresce apenas 3,88%, mas câmbio aumenta receita em 41% (Foto: Divulgação)

O Brasil exportou 3% menos carne nos primeiros seis meses deste ano e recebeu 9% a mais em valores pelo produto. Nos primeiros seis meses de 2021 embarcamos 1.072.551 toneladas com uma receita de R$ US$ 5,096 bilhões. No mesmo período do ano passado, foram 1.103.133 de toneladas e recebemos US$ 4,687 bilhões.

O volume de carnes, in natura e processadas, teve queda de 1% em julho. Ainda assim a receita ultrapassou US$ 1 bilhão, crescendo 30%. É o maior registrado em um único mês.

Os dados são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Ela chegou a este número após compilar os números fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Economia.

Em julho de 2020, as exportações alcançaram 194.120 toneladas. Em julho deste ano elas alcançaram 192.544 toneladas, 1% menor. A receita se inverteu. Em 2020 entraram US$ 776,5 milhões e este ano, US$ 1,011 bilhão. Hong Kong comprou 30% a mais.

Apenas as compras chinesas alcançam 630.552 toneladas enquanto que, nos primeiros sete meses de 2020 somavam 634.138 toneladas. Em julho de 2020, os chineses compraram 115.186 toneladas e em julho de 2021, 110.637 toneladas.

Os Estados Unidos vêm aumentando paulatinamente suas compras e estão se consolidando com o segundo maior cliente do produto brasileiro, com 52.962 toneladas importadas de janeiro a julho (4,9% do total exportado), crescimento de 93,2% em relação às 27.420 toneladas movimentadas no mesmo período de 2020. A receita neste caso saltou de US$ 186,2 milhões em 2020 para US$ 393,8 milhões em 2021, aumento de 111,5%, informa clipping da Abrafrigo destra sexta-feira, 6.

O texto da Associação diz ainda que “em julho os EUA compraram 10.580 toneladas. Na terceira posição vem o Chile com 48.832 toneladas importadas até julho (+22,9%). Na quarta, o Egito, com 32.932 toneladas (-56,3 %) e na quinta as Filipinas, com 32.642 toneladas (+54,3%). No sexto lugar estão os Emirados Árabes, com 25.530 toneladas (+ 14,7%) e em sétimo a Arábia Saudita, 22.074 toneladas (-20,3%).

Segundo a Abrafrigo, 80 países ampliaram suas aquisições e outros 76 reduziram em relação ao mesmo período de 2020.

 

(Fonte: Abrafrigo, com Valor Econômico, Reuters, Portal DBO, O Globo, Estadão Conteúdo, Portal Terra, Sistema Brasileiro de Agronegócio, Notícias Agrícolas, Agroemdia, Forbes Agro/Agrolink/Carnetec)

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