EUA ultrapassam 650 mil mortes por covid-19

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

08/09/2021

O número de mortes por covid-19 nos Estados Unidos superou nesta quarta-feira a marca de 650 mil. Desde o início da pandemia, mais de 40 milhões de casos da doença foram confirmados no país. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.

As mortes nos EUA representam 14% do total mundial de vítimas da covid-19 — mais de 4,6 milhões — e os casos correspondem a 22% dos mais de 222 milhões de contágios confirmados globalmente.

No meio do caminho tinha a variante delta

O verão americano deveria marcar a “independência” dos EUA da covid-19, mas o plano do presidente Joe Biden foi atrapalhado pela disseminação da variante delta, que está lotando hospitais de todo o país e atrapalhando o retorno às aulas em muitas regiões.

Embora as vacinas continuem sendo eficazes para prevenir hospitalizações e mortes por covid-19, quase 40% dos americanos com 12 anos ou mais não estão totalmente imunizados contra o vírus.

Atualmente, os EUA estão com uma média de 150 mil novos casos de covid-19 por dia, nível não visto desde janeiro. Já o número diário de mortes está próximo a 1.500, ainda bem abaixo do pico do último inverno, quando a cifra atingiu 3.400.

Os EUA registraram 26,8 mil mortes e mais de 4,2 milhões de casos de covid-19 apenas em agosto. O número mensal de contágios é o quarto maior desde o início da pandemia.

Especialistas ouvidos pela agência Associated Press dizem que, apesar dos números altos, há razões para ser otimista nos próximos meses. Os casos parecem estar em uma tendência de estabilidade na maior parte do país, dando às autoridades de saúde mais tempo para vacinar a população antes da temporada de gripe.

O avanço da variante delta também está atrapalhando a recuperação da economia. As contratações desaceleraram em agosto, segundo dados divulgados na semana passada, com parte dos americanos com medo de ir às ruas para fazer compras ou comer fora de casa.

Além disso, o fim, nesta semana, de um auxílio extra aos desempregados implementado durante a pandemia também pode prejudicar o ritmo da recuperação, segundo economistas.

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