Esvaziado, manifesto da Fiesp ignorou recuo de Bolsonaro e decepcionou subscritores

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10/09/2021

O manifesto intitulado “A Praça é dos Três Poderes”, publicado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) nos jornais desta sexta-feira, decepcionou algumas das entidades que o subscreveram, segundo diversas fontes ouvidas pelo Valor.

Elas consideraram texto “anódino” e “protocolar”, principalmente porque omitiu o recuo do presidente Jair Bolsonaro com relação aos ataques desferidos por ele contra o Supremo Tribunal Federal (STF), em especial contra o ministro Alexandre de Moraes.

Além disso, o manifesto foi publicado sem assinatura da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), fato que contribuiu para o seu enfraquecimento e menor repercussão no mercado financeiro.

Havia expectativa de que o texto fosse mais objetivo e direto em solicitar ao chefe do Poder Executivo uma postura de estadista, no sentido de garantir a harmonia entre as Forças da República.

Conforme apurou o Valor, a Fiesp procurou os jornais para reservar espaço para o anúncio na manhã de quinta-feira. Àquela altura, disseram fontes, o núcleo mais próximo de Bolsonaro e diversos empresários já tinham conhecimento da operação para apagar o incêndio em Brasília, que contou com a mediação do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Uma pessoa que pediu anonimato afirmou que o manifesto da Fiesp faria todo o sentido se tivesse sido publicado em 31 de agosto.

Aliado de Bolsonaro, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB), decidiu postergar a publicação do documento, alegando que buscava mais adesões de entidades.

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