Estudo indica que Brasil terá que investir R$ 250 bilhões para reformar as pastagens

Ele foi feito pela Scot Consultoria a pedido da Tropical Forest Alliance e da Fundação Solidariedad

23/09/2021

Estudo indica que Brasil terá que investir R$ 250 bilhões para reformar as pastagens Reforma de pastagem no Cerrado brasileiro (Foto: Pixabay)

Um estudo encomendado pela Tropical Forest Alliance (TFA) e pela Fundação Solidariedad à Scot Consultoria afirma que os pecuaristas terão que investir R$ 250 bilhões para recuperar cerca de 100 milhões de hectares de pastos degradados. O jornal Valor Econômico publicou extenso texto sobre o assunto.

A Scot afirma que, embora a cifra é bilionária, vai promover ganhos na produtividade, mitigar problemas ambientais e abrir ou manter as portas de importantes mercados para a carne bovina brasileira.

O estudo assinado pelo analista Rafael Lima mostra que a reforma de um hectare de pasto pode ficar em R$ 2.982,18. Mas formar um hectare de pasto a partir da derrubada de árvores com máquinas, retirada da madeira, limpeza e semeadura, sai por R$ 3 mil.

O estudo, segundo a Scot Consultoria, utiliou como base os dados do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig), da Universidade de Goiás. Foram feitos três cenários para melhor o aproveitamento da cobertura vegetal. Tais cenários compararam a reforma do pasto a partir de 3 valores diferentes por hectare.

O cenário 1 mostrou que para reformar um pasto bastante degradado e com tecnologia de ponta o investimento é de R$ 246 bilhões. No cenário 2, com pastagem moderadamente degradas, o preço da reforma é de R$ 209 bilhões. No cenário 3, com investimentos mínimos, chega a R$ 127 bilhões.

Caso os pecuaristas decidam fazer os investimentos ao longo de uma década, terão que investir mais de R$ 5 bilhões, valor do Plano Safra. Ainda assim, a Consultoria diz que els oferecem ganhos robustos. Uma fazenda administrada com tecnologia de ponta tem uma rentabilidade de 3,8%, enquanto a que emprega baixa tecnologia tem rentabilidade de apenas 0,6%.

Da Redação.

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