Embraer: Resultados confirmam boa execução do planejamento estratégico, diz presidente

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

13/08/2021

O conjunto de resultados reportado pela Embraer no segundo trimestre confirma a boa execução de seu planejamento estratégico, com foco e disciplina corretos, disse nesta sexta-feira Francisco Gomes Neto, presidente da empresa, em apresentação a analistas. As ações da companhia sobem 5,37%, para R$ 20,32.

“O segundo trimestre e as projeções para os resultados no ano reforçam a confiança em nossa estratégia. Este é um ano de recuperação. A partir do ano que vem, o plano é capturar o potencial integral da Embraer de crescer com rentabilidade”, afirmou.

Na aviação comercial, o executivo destacou o forte volume de novos pedidos recebidos no segundo trimestre e disse que há mais campanhas de venda ativas, que reiteram o interesse na família de E-jets “como melhor opção para a aviação regional”.

“Na aviação executiva, as vendas foram recorde no trimestre e a disciplina na estratégia de preços resultou em forte crescimento da receita”, avaliou.

Na unidade de defesa e segurança, Gomes Neto destacou que a Embraer segue renegociando o contrato de fornecimento do KC-390 com a Força Aérea Brasileira (FAB). “Continuamos focados em campanhas de novas exportações do KC-390, assim como para os Super Tucano.”

Na frente operacional, a empresa continua perseguindo a melhoria de uma série de indicadores e estima, para 2021, uma redução de 20% no ciclo de produção de aeronaves e otimização de estoques, com impacto positivo no capital de giro.

Segundo o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Antonio Carlos Garcia, o trimestre foi o melhor em vendas desde meados de 2019, fornecendo a confiança de que as projeções anunciadas nesta sexta-feira para o resultado anual serão atingidas.

Ele também disse que a companha deve registrar fluxo de caixa livre positivo no segundo semestre, possibilitando que a meta para o ano seja alcançada. No melhor cenário, a Embraer poderá alcançar o equilíbrio em termos de fluxo de caixa.

No primeiro semestre, a companhia registrou uso de caixa livre ajustado de R$ 995,3 milhões, frente a uso de caixa livre de R$ 5,4 bilhões um ano antes.

Durante apresentação a analistas, Gomes Neto reiterou a previsão de que a companhia irá dobrar de tamanho no médio prazo, sem considerar novos projetos estratégicos. “Nosso foco está no ‘top line’, mas também em rentabilidade”, acrescentou.

Mobilidade aérea urbana

O presidente da Embraer também disse que a subsidiária Eve buscará a certificação de seu veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) em 2025, possibilitando o início de operação comercial em 2026. Um novo teste da aeronave, com protótipo em escala de um para um, deve ser executado em breve.

De acordo com Gomes Neto, o segmento da Eve, de mobilidade aérea urbana, promete forte potencial de crescimento nos anos à frente. “As negociações [com a Zanite] estão evoluindo na Eve. Estamos otimistas com esse processo”, acrescentou.

Ainda na frente da eletrificação de aeronaves, Gomes Neto afirmou que a companhia se prepara para apresentar ao mercado, em breve, a versão elétrica de seu avião agrícola Ipanema. “A eletrificação é uma das frentes de inovação que estão em linha com as atividades ESG da Embraer”, disse.

Após a apresentação dos resultados, a fabricante de aeronaves anunciou suas metas de curto e longo prazos em ESG. Entre outros objetivos, a Embraer pretende alcançar a neutralidade em carbono em suas operações até 2040 e utilizar 100% de energia a partir de fontes renováveis até 2030.

“Queremos descarbonizar nossas operações diretas e indiretas”, afirmou o vice-presidente de Pessoas, ESG e Comunicação, Carlos Alberto Griner.

Redução da pegada de carbono

A Embraer está trabalhando em diferentes frentes para reduzir sua pegada de carbono direta e indireta e, em uma das áreas mais sensíveis para atingir as metas ESG anunciadas nesta sexta-feira, o objetivo é buscar fontes alternativas ao combustível de aviação de origem fóssil.

Segundo o vice-presidente de Engenharia, Tecnologia e Estratégia Corporativa, Luís Carlos Affonso, eletrificação, combustível sustentável para aviação (SAF, na sigla em inglês) e hidrogênio estão no portfólio de pesquisa e desenvolvimento.

“Estamos trabalhando com nossos parceiros para introduzir sistemas de hidrogênio em nossas aeronaves”, disse o executivo durante evento virtual ESG promovido pela Embraer.

Conforme Affonso, a Embraer Executive Jets, sediada na Flórida, começa neste trimestre a usar o SAF de forma regular. “Queremos usar ao menos 25% de SAF em todas as operações até 2040”, acrescentou.

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