Embarques de carne suína brasileira crescem 18,2% em janeiro; China é o principal destino

Volume totalizou 74,6 mil toneladas. Em receita, crescimento das exportações do setor foi de 9,7%.

09/02/2022

Embarques de carne suína brasileira crescem 18,2% em janeiro; China é o principal destino Frigoríficos do Mato Grosso tem bom desempenho em janeiro de 2022, diz Imea. (Foto: Divulgação)

O volume de carne suína exportada pelo Brasil em janeiro de 2022 totalizou 74,6 mil toneladas, aumento de 18,2% em relação a janeiro de 2021. Os números levam em consideração todos os produtos de origem da proteína suína (entre in natura e processados) , informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Com relação à receita, a vendas internacionais de janeiro alcançaram US$ 160,7 milhões, crescimento 9,7% maior que o total obtido no mesmo período anterior – em janeiro de 2021, as vendas somaram US$ 146,5 milhões.

Assim como aconteceu com a compra de carne bovina brasileira, em janeiro passado a China também reduziu os embarques de carne suína em 3,5%. Mas ainda assim, os chineses seguem como principal destino dessa proteína: em janeiro, o país importou 31,4 mil toneladas de carne suína brasileira.

Outros destaques são Filipinas, com 4,4 mil toneladas (+569,2%), Argentina, com 4,1 mil toneladas (+58,8%), Singapura, com 3,4 mil toneladas (+40,2%), Uruguai, com 3 mil toneladas (+4,1%), Japão, com 2,1 mil toneladas (+216,7%) e Rússia, com 1,6 mil toneladas (no caso do mercado russo, não há registros comparativos em relação a janeiro de 2021).

“O ano começou aquecido para as exportações de carne suína do Brasil, que aumentaram a sua presença em mercados estratégicos para o setor, como é o caso do Japão e outras nações da Ásia. Há expectativa de incremento das vendas, também, para o Leste Europeu”, analisa Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

Na avaliação do presidente da ABPA, Ricardo Santi, o resultado de janeiro pode significar um alívio no custo de produção. “O bom ritmo dos embarques em janeiro ajudou a reduzir a pressão sobre os custos de produção, que têm impactado severamente a atividade frente à soma de custos que seguem em alta este ano, como o milho, a soja, embalagens e outros itens. O setor está reforçando o trabalho institucional com campanhas e ações em feiras para ampliar ainda mais as vendas internacionais”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Da Redação. 

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