Em reunião na ONU, Brasil defende livre comércio na agricultura e segurança alimentar

Ministro Marcos Montes disse que o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos, mas depende da integração das cadeias produtivas.

19/05/2022

Em reunião na ONU, Brasil defende livre comércio na agricultura e segurança alimentar Na ONU, Brasil defende livre comércio para a segurança alimentar. (Foto: Agência Brasil)

Na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que começou nesta quarta-feira (18) em Nova Iorque, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, defendeu o livre-comércio na agricultura. Segundo disse, o livre-comércio promove a prosperidade e contribui com a luta contra a fome e a má-nutrição mundial.

Nessa reunião que integra ministros dos 30 países produtores de alimentos, chamada Global Food Security – Call to Action, o ministro brasileiro disse que é preciso estimular um ambiente de negócios que permita um fluxo desimpedido do comércio internacional de alimentos e insumos.

“Em um mundo interdependente e interconectado, nenhum país pode manter-se isolado e prosperar. A segurança alimentar, enquanto meta comum, é responsabilidade de todos”, disse.

O evento foi organizado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Marcos Montes representa o Brasil. Os 30 países na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, têm o objetivo de identificar os principais desafios e mobilizar ações para enfrentar a insegurança alimentar global.

Os impactos do conflito na Ucrânia foram lembrados. Segundo o ministro brasileiro, os efeitos da guerra desestruturaram profundamente as cadeias globais de suprimentos de commodities, fazendo com que insumos essenciais, como os fertilizantes, fiquem expostos ao risco da escassez e da alta de preços.

O ministro disse que o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos de qualidade, pois é um dos únicos países do mundo capazes de aumentar sua produção sem incorporar novas áreas à atividade produtiva. No entanto, o sucesso do modelo brasileiro depende da integração das diversas cadeias produtivas de insumos e da produção de alimentos.

“No mundo globalizado, produzir não significa apenas plantar e colher. Inclui, também, garantir o suprimento de sementes, fertilizantes, defensivos e combustíveis, combinar tudo isso com tecnologia e distribuir os gêneros alimentícios pelo planeta”, destacou Marcos Montes.

O Brasil alcançou a posição de um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do planeta com o desenvolvimento de um modelo de agricultura tropical altamente eficiente. Nas últimas cinco décadas, o país usou a tecnologia para expandir a produção a partir do aumento da produtividade com sustentabilidade, alcançando até três colheitas por ano na mesma área.

 

A importância do Brasil

Mais cedo, Marcos Montes teve reuniões bilaterais com o Enviado Especial do Departamento de Estado para a Segurança Alimentar Global, Cary Fowler, e com a Vice-Secretária Geral das Nações Unidas, Amina Mohamed. Nos encontros, ele ressaltou a disposição do Brasil em cooperar no contexto da atual crise de segurança alimentar.

Ao representante do governo americano, Marcos Montes disse que Brasil e Estados Unidos podem cooperar na definição de prioridades conjuntas de pesquisa em agricultura sustentável, na defesa da ciência como princípio orientador do progresso na agricultura e na disseminação de boas práticas produtivas para aprimorar a contribuição da agricultura para a ação climática.

Montes também destacou o papel da ONU, juntamente com a FAO e outras agências, de promover um fluxo desimpedido de alimentos e insumos, não apenas comerciais, mas também humanitários.

 

Da Redação, com Mapa

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