Economia da PUC do Paraná diz que a inflação da cesta básica em fevereiro foi de 12,67%, maior que o IPCA

A escola de economia prevê maior pressão sobre os preços e inflação a partir de março, como reflexo da guerra na Europa

18/03/2022

Economia da PUC do Paraná diz que a inflação da cesta básica em fevereiro foi de 12,67%, maior que o IPCA Conab faz leilões nesta sexta-feira (3). (Foto: Governo da Paraíba)

Um estudo dos professores de economia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) mostra que a inflação dos alimentos da cesta básica acumulada nos últimos doze meses até fevereiro está na casa 12,67%, informa a olha de S. Paulo.

O número é maior que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido no mesmo período, que é de 10,45%.

Jackson Bittencourt, coordenador do curso de economia diz que “toda população é afetada pela alta dos alimentos que compõem a cesta básica. As pessoas querem comprar produtos como café, açúcar, pão e carne. Mas são as classes com renda mais baixa que sofrem mais com uma inflação tão alta”.

O estudo analisa os preços de 13 alimentos. O índice começou a ser divulgado ainda no ano passado. Em setembro do ano passado, a inflação da cesta foi bem mais alta, chegando a 15,96%, contra o IPCA de 10,25%.

A Folha informa que nos meses seguintes, houve uma inversão O IPCA passou a ser maior do que o preço da cesta básica medida pela escola. Em fevereiro deste ano, o preço da cesta básica voltou a ser maior do que a inflação.

No recorte do mês de fevereiro, a cesta básica aumentou 2,02% e o IPCA, em 1,01%. Os maiores aumentos foram da batata inglesa, com alta de 23,49% e o feijão-carioca, com 4,77%.

Ara Bittencourt, a pressão sobre os preços causadas pela guerra da Rússia contra a Ucrânia deve ser sentida a partir de março. Ele prevê aumentos do trigo, milho e soja. O pão francês e o óleo de soja serão os mais atingidos.

Ele também afirma que o mega-aumento dos combustíveis e a constante variação do preço do petróleo deve elevar os preços de vários produtos, como a comida.

O professor prevê, com isso, uma pressão maior nos preços e na inflação.

Da Redação

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