Doria critica ‘arroubos autoritários’ de Bolsonaro e diz que país não quer voltar à ditadura

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08/09/2021

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou nesta quarta-feira (08) as declarações do presidente Jair Bolsonaro feitas durante os atos do 7 de setembro como “arroubos autoritários” e disse que o país não quer voltar à ditadura. Um dia depois de defender o impeachment de Bolsonaro, Doria afirmou que reprova as ameaças feitas por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à democracia, e os “flertes” do presidente com o autoritarismo. Doria reclamou também do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por não dar andamento aos pedidos de impeachment contra o presidente da República.

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Ao falar sobre Bolsonaro, disse que sua posição é de “forte reprovação” às ameaças à Constituição e à democracia feitas pelo presidente da República. “É o tipo de arroubo autoritário que não queremos ver no país e não queremos voltar à ditadura”, afirmou Doria, em coletiva à imprensa. “Como governador eleito, respeito a democracia, a Constituição e as liberdades e refuto quem quer que seja, sobretudo quem está no Executivo, que moleste e emparede a democracia brasileira com os gestos e atitudes do presidente Bolsonaro”, disse o tucano.

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“Lamento que o presidente continue flertando com o autoritarismo. Aqui em São Paulo não terá eco junto ao governo do Estado para falar o inadequado e para ameaçar aos ministros do STF”, afirmou. O governador disse ainda que o Estado garantirá a proteção física dos ministros do Supremo que moram em São Paulo e de seus familiares. “Aqui defendemos, defenderemos sempre a democracia e o Estado democrático de direito”.

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O governador, no entanto, evitou falar se o PSDB deve fazer um acordo com o PT e com a oposição contra Bolsonaro, em uma espécie de frente ampla democrática. “Decisões partidárias cabem ao presidente nacional do meu partido, a quem confio e delego”, disse. “É uma questão partidária”, reforçou.

Doria desconversou também ao ser questionado se fará algum tipo de articulação com governadores contra o presidente da República. O tucano disse que tem trocado informações com os demais governadores, mas que cabe a cada chefe do Executivo estadual tomar uma ação.

Ao ser questionado se participará dos atos contra Bolsonaro no dia 12, Doria disse que ainda está analisando, mas reforçou que apoia todos os que “defendem a democracia, a Constituição e a liberdade”.

Durante a coletiva, o governador paulista, que é pré-candidato à Presidência, atacou também o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por não dar andamento aos mais de 100 pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Doria disse que se Lira defende a democracia, precisa demonstrar isso em suas ações. “Não é apenas na palavra, é na atitude”, disse.

“Lamento muito a atitude do presidente da Câmara”, afirmou Doria. “Lamento que ele não tenha compromisso com a democracia, porque se tivesse estaria colocando em pauta o impeachment”, declarou o governador. Segundo o tucano, depois dos “arroubos” e do “enfrentamento à Constituição, à democracia e à Suprema Corte” de Bolsonaro, “o mínimo que se esperava era submeter aos parlamentares e dar andamento do pedido de impeachment”.

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