Dólar volta a operar em alta e se aproxima de R$ 5,50

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

05/10/2021

O dólar global segue a tendência de alta vista nos últimos dias, ancorado no avanço dos rendimentos dos Treasuries americanos – esta manhã, o rendimento da T-note de 10 anos voltou a operar acima de 1,50%. No Brasil, sem notícia que faça contraponto ao movimento mais amplo dos mercados internacionais, a moeda volta a se aproximar dos R$ 5,50.

Por volta das 13h, o dólar comercial avançava 0,48%, a R$ 5,4720, perto da máxima de R$ 5,4746 do dia. No mesmo horário, o dólar avançava 0,86% frente ao peso chileno e 0,28% contra a lira turca, mas cedia 0,26% ante o rublo russo.

“Embora tenha sido devagar no início, o ajuste do mercado de câmbio finalmente se alinhou ao movimento dos juros. A alta das taxas nos EUA deve persistir e dar suporte a um dólar mais firme daqui até o fim do ano”, dizem estrategistas do TD Securities.

O avanço dos juros nos EUA recebe algum suporte do PMI de serviços do ISM de setembro, que avançou a 61,9 pontos, acima do consenso de 60,0. Para o CIO da TAG, Dan Kawa, o número reforça o cenário de recuperação da economia depois da última onda de pandemia. “O número deve reforçar a visão do Federal Reserve sobre redução do QE “em breve””, escreveu o profissional em seu perfil no Twitter.

A surpresa com o dado de serviços eleva as expectativas para o relatório de emprego para setembro, que será divulgado na sexta-feira. Em suas comunicações recentes, o Fed tem dado bastante importância à recuperação do mercado de trabalho local, que segue incerta em meio às várias ondas da covid-19.

No Brasil, enquanto o debate sobre o novo Bolsa Família e os precatórios segue engessado, investidores digerem as últimas aparições do presidente Roberto Campos Neto, como na live realizada pelo Valor ontem. Campos “não trouxe nenhuma mudança em relação à comunicação recente do Copom, exceto elevando a barra em relação a não estender o horizonte de convergência da inflação”, notam analistas do Citi.

“Manter essa estratégia implica que 2022 permanece como o horizonte relevante da política monetária até março de 2022, o que reforça nossa projeção de que a Selic irá subir até fevereiro, a 9,00%”, avaliam os economistas do banco americano.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *