Dólar ronda a estabilidade e juros futuros têm viés de baixa após dados dos EUA

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11/08/2021

O dólar comercial ronda a estabilidade e os juros futuros passaram a apresentar viés de queda nesta quarta-feira, com investidores digerindo os dados de inflação dos Estados Unidos em julho. No radar, ainda estão os dados mais fracos que o esperado do varejo no Brasil, os desenrolar das negociações sobre a PEC dos precatórios e a reforma tributária, bem como a tensão política em Brasília, após a Câmara dos Deputados barrar a PEC do voto impresso, bandeira do presidente Jair Bolsonaro.

Pouco antes de 10h10, a moeda americana cedia 0,02%, a R$ 5,1906. Já a taxa do contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 operava a 6,485%, ante 6,49%, ao passo que o do DI para janeiro de 2025 ia de 9,02% para 8,96%.

Após uma geração de postos de trabalho muito mais forte que o esperado em julho nos EUA, investidores miram agora os dados de inflação atrás de mais indícios que possam apoiar uma mudança de postura do Federal Reserve (Fed, banco central americano) no sentido de começar a retirar os estímulos extraordinários adotados desde 2020.

De volta ao Brasil, sobre as vendas no varejo, a Pantheon Macro observa que , “de forma geral, a recuperação do setor freou em junho, mas deve ser retomada no terceiro trimestre, como indicado por vários outros indicadores antecedentes”. “Menores restrições de circulação, mais apoio fiscal e a gradual recuperação do mercado de trabalho apontam para um performance decente nos próximos três a seis meses”, nota.

No cenário político, atenção para o projeto de reforma do Imposto de Renda, que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pretende colocar em votação ainda hoje. “A queda da arrecadação dos Estados e municípios – que seria comprometida pelos cortes agressivos ao Imposto de Pessoas Jurídicas (IRPJ) sugeridos pelo relator da proposta, deputado Celso Sabino (PSDB-BA) – continua sendo o principal obstáculo para a aprovação da matéria”, notam analistas da Guide. “Uma possível solução sendo negociada envolve a transferência de parte dos cortes para o Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), um imposto federal, que, diferente do IRPJ, não é repassado para os governos regionais.”

Outra discussão, indicam os analistas da corretora, é a precarização da regra de ouro após inclusão de um dispositivo na PEC dos precatórios apresentada pelo governo. “Com a alteração prevista pela PEC, o governo poderá pular esta etapa desde que o gasto já conste no Orçamento, que também passa pelo crivo do Legislativo.”

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