Dólar opera em queda em dia de pouca liquidez e sem NY

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06/09/2021

O dólar até chegou a iniciar os negócios em alta, mas ainda durante a manhã inverteu o sinal e passou a operar em queda moderada, em um dia de baixíssima liquidez nos negócios locais. Hoje, os mercados em Nova York se encontram fechados por ocasião do feriado de Dia do Trabalho e, amanhã, não haverá negócios por aqui em razão do Dia da Independência, que reserva atos a favor do governo de Jair Bolsonaro com potencial de acentuar a tensão institucional entre os Poderes. Neste contexto, por volta das 13h55, o dólar comercial recuava 0,41%, para R$ 5,1625, depois de ter batido mínima intradiária a R$ 5,1550 mais cedo.

“O dólar até chegou a abrir para cima contra o real, mas está experimentando uma correção neste momento. É um movimento de queda que ocorre em um contexto de liquidez bem baixa, motivado por montagem de posições um pouco maiores que são capazes de gerar oscilações expressivas na taxa de câmbio”, diz Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital.

Segundo ela, sem indicadores importantes nem aqui nem no exterior, o mercado cambial fica refém do baixo volume de negócios. “Também há uma expectativa sobre as manifestações do 7 de Setembro, tanto em São Paulo quanto em Brasília. Os agentes financeiros tentam antecipar a temperatura do ânimo das pessoas que estarão nos atos, esse é um fator que traz alguma volatilidade ao dólar hoje”, avalia Argenta, que observa que o fluxo de investimento estrangeiro hoje é muito pequeno. “O ritmo do mercado está sendo ditado pelos locais, preocupados com fatores domésticos.”

Um participante de mercado chama atenção para o fato de locais e estrangeiros terem apresentado comportamentos opostos em relação ao dólar ao longo do último mês. Segundo a B3, enquanto os primeiros aumentaram a posição comprada em dólar em US$ 3,8 bilhões (diminuindo apostas favoráveis ao real), os últimos reduziram a posição comprada na divisa americana em US$ 3,6 bilhões (aumentando, assim, a exposição à moeda brasileira).

“Aparentemente, os locais estão focados na deterioração doméstica — perspectivas fiscais, políticas e de crescimento —, mas os estrangeiros estão respondendo aos juros mais altos (carry) e ao sentimento geral por commodities e ativos de risco”, aponta esta pessoa, que prefere não ser identificada. “Não é fácil dizer quem está certo, pois o jogo ainda não acabou.”

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