Dólar opera em queda, à espera de discurso de Powell

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27/08/2021

O dólar iniciou os negócios em leve queda, enquanto os juros futuros operavam em alta moderada na manhã desta sexta-feira. Em um dia de agenda de indicadores esvaziada, agentes de mercado permanecem no aguardo do discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), às 11h, no simpósio de banqueiros centrais em Jackson Hole, atentos a sinais a respeito do timing do início do processo de redução dos estímulos monetários.

Por volta das 10h, o dólar comercial recuava 0,32%, para R$ 5,2397, após bater mínima a R$ 5,2337. No mesmo horário, a moeda americana operava sem direção definida em comparação às divisas emergentes pares do real, à espera de Powell.

Nos juros, investidores adotam posição defensiva antes do discurso do chairman do banco central americano, o que implica em elevação das taxas ao longo de toda a curva a termo. O juro do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subia de 6,76% no ajuste anterior para 6,805%; o do DI para janeiro de 2023 avançava de 8,47% para 8,54%; o do contrato para janeiro de 2025 variava de 9,42% para 9,49%; e o do DI para janeiro de 2027 passava de 9,80% para 9,86%.

Os investidores mantêm a expectativa de que Powell deve fazer alguma sinalização em relação ao início gradual da redução do programa de compra de ativos, atualmente na ordem de US$ 120 bilhões por mês. Mas um anúncio deve ficar, no mínimo, para a reunião de setembro, avalia o Rabobank.

“Na melhor das hipóteses, Powell pode nos dar outro avanço verbal em direção ao ‘aviso prévio’ por meio de uma mudança modesta na linguagem, semelhante à adição de julho [última vez em que o Fed se reuniu] de que a economia [americana] fez progressos desde dezembro”, diz o banco holandês. “Powell também pode usar esse discurso para enfatizar que não existe uma ligação mecânica entre o início da redução gradual da compra de ativos e o início do ciclo de alta de juros.”

Segundo a Ativa Investimentos, o Fed alinhará o discurso com seus membros e, “de maneira suave, dirá que a redução dos estímulos começará a ser conversada, com a potencial efetivação apenas após uma ou duas reuniões”. Deste modo, “o tempo hábil para iniciar a remoção dos estímulos ficará apenas para 2022”, aponta a instituição.

Agentes financeiros também vão prestar atenção a indicações de Powell que destoem das expectativas, o que tenderia a agitar os mercados globais de forma mais intensa. Isto porque as apostas de uma retirada antecipada dos estímulos nos EUA perderam força nos últimos dias, diante dos sinais de desaceleração econômica e da disseminação da variante delta da covid-19 no país.

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