Dólar fecha em alta com riscos fiscais e dado dos EUA no radar

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/08/2021

O resultado pujante do mercado de trabalho dos Estados Unidos em julho esteve no radar dos participantes do mercado nesta sexta-feira e contribuiu para a alta do dólar contra o real, em um movimento alinhado ao comportamento de outros mercados emergentes. O dia, porém, foi de bastante volatilidade no mercado de câmbio, com os agentes atentos aos riscos fiscais e políticos brasileiros. O dólar, assim, encerrou o pregão em alta de 0,42%, negociado a R$ 5,2355 no mercado à vista e subiu 0,50% na semana.

Com a criação de 943 mil postos de trabalho em solo americano em julho e uma queda da taxa de desemprego para 5,4%, mesmo com o aumento da participação da força de trabalho, o dólar se mostrou forte ao redor do globo nesta sexta-feira. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas fortes, subia 0,60%, para 92,79 pontos, por volta das 17h. Ao mesmo tempo, o dólar saltava 1,32% contra o peso chileno; escalava 1,25% ante o peso colombiano; tinha alta de 1,18% em relação à lira turca; e subia 1,08% na comparação com o rand sul-africano.

O desempenho melhor do que os pares exibido pelo real se deve a fatores internos. Após a escalada na tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF), declarações feitas pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ajudaram a acalmar os ânimos no mercado e fizeram o dólar se afastar das máximas do dia. No pico do estresse, com fatores externos e internos mesclados, o dólar chegou a R$ 5,2750.

“No geral, a escalada da tensão entre os principais líderes do país cria não apenas obstáculos adicionais e potenciais para o governo avançar com a agenda econômica no Congresso, mas também aumenta a incerteza quanto às consequências políticas de uma nova escalada, potencialmente afetando o cenário para as eleições presidenciais de 2022”, apontam os estrategistas do Citi em relatório enviado a clientes. Para eles, esses efeitos “provavelmente enfraquecem o suporte para ativos domésticos”.

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