Dólar fecha em alta com Fed indicando início do ‘taper’ em novembro

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22/09/2021

A sinalização, dada pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que o início da redução do volume de compras de ativos, conhecido como ‘taper’, pode ocorrer já em novembro fez o dólar recobrar forças globalmente na tarde desta quarta-feira. Como resultado, a moeda americana deixou o viés de queda leve que vinha exibindo até então no Brasil e fechou em alta também leve, enquanto investidores passam a focar suas atenções na decisão de juros do Copom, que sai no início desta noite.

Após tocar R$ 5,2496 na mínima intradiária, reagindo ao comunicado do Fomc, o dólar comercial inverteu o sentido de negociação e fechou em alta de 0,35%, a R$ 5,3036. Outros pares emergentes também perderam o impulso que vinham apresentando pela manhã, quando o alívio com a Evergrande proporcionou ganhos moderados para ativos de risco em geral. No horário de fechamento, a moeda americana cedia 0,31% contra o peso mexicano e 0,08% ante o rublo russo, mas avançava 0,37% contra a lira turca. Já o índice DXY da ICE, que compara o dólar contra uma cesta de divisas desenvolvidas, disparava 0,24%, aos 93,45 pontos.

Na coletiva de imprensa após o fim da reunião, Powell afirmou que as metas estabelecidas pelo colegiado para dar início à redução dos estímulos estão perto de ser atingidas. Ele ainda ponderou que o Fomc entende que o processo de redução do volume de compras deve ser concluído em meados do próximo ano.

“A indicação de Powell de que o ‘taper’ deve terminar em meados do ano assustou o mercado de juros. Claramente este ‘taper’ rápido não era esperado”, escreveu o economista-chefe do Instituto Internacional de Finanças (IIF), Robin Brooks, em seu perfil no Twitter. “Isso significa uma redução de US$ 10 bilhões em compras por mês, não por reunião. Também significa que o anúncio deve ocorrer na reunião de novembro, com o volume de compras caindo de US$ 80 bilhões para US$ 70 bilhões já naquele mês”, complementou em outro tuíte.

Esta não foi a única mensagem mais dura que o Fed trouxe nesta reunião. Contrariamente ao projetado por muitas casas, para quem o gráfico de pontos não iria trazer alterações, o documento passou a apontar que a mediana dos dirigentes entende agora ser apropriado uma primeira elevação dos juros já em 2022, não mais 2023.

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