Dólar e juros futuros recuam, de olho em acordo para dívida dos EUA e preços de energia

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07/10/2021

O dólar e os juros futuros abriram a sessão de quinta-feira em queda, refletindo o ambiente externo positivo para ativos de risco com as perspectivas de uma solução para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos, o que reduz o risco de “default” do governo americano, e o alívio, ao menos pontual, nos preços de energia.

Por volta das 9h10, o dólar comercial recuava 0,25% contra o real, saindo a R$ 5,4740 no mercado de câmbio à vista, movimento em linha com o observado entre moedas emergentes pares. No mesmo horário, o ICE Dollar Index (DXY), que compara o dólar a moedas fortes, recuava 0,14%, para 94,14 pontos. Já o juro projetado pelo título do Tesouro americano (Treasury) de dez anos ficava praticamente estável contra o fechamento anterior, a 1,528%, amenizando os movimentos na curva a termo local.

Nos juros locais, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 passava de 7,24% no ajuste anterior para 7,23% e a do DI para janeiro de 2023 recuava de 9,075% para 9,065%. Em vencimentos mais longos, o juro do DI para janeiro de 2025 caía de 10,105% para 10,08% e o do DI para janeiro de 2027 tinha baixa de 10,50% para 10,49%.

Economistas e estrategistas para Ásia do Citi apontam, em nota enviada a clientes, que a demanda por risco se recuperou ainda no pregão de ontem justamente por causa desses “dois fatores táticos de conforto”. Primeiro, a oferta do líder da minoria do Senado americano, o republicano Mitch McConnell, de aumentar o teto da dívida para cima em um valor fixo e aprovar a extensão de seu limite máximo até 21 de dezembro; e, segundo, a prontidão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao dizer que Moscou atuará para estabilizar o mercado energético.

“Esses fatores ajudaram os mercados de ações a reconstituir as perdas e fechar no verde. Os preços do petróleo e do gás natural diminuíram. Mesmo que não estejamos fora de perigo quanto ao teto da dívida e à escassez de energia, esses fatores proporcionaram calma tática”, apontam.

Os sinais de Putin surtiram efeito sobre os preços do gás natural, cujos contratos futuros negociados na Holanda recuavam 1% nesta manhã, para 107,11 euros (ou US$ 123,80) o megawatt-hora, em sessão volátil. O petróleo é arrastado e o do tipo Brent, referência global de cotação, recua 0,9% no momento, para US$ 80,32.

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