Dólar comercial tem queda firme com bom humor externo e juros acompanham

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

24/08/2021

O dólar abriu a terça-feira em baixa contra o real, refletindo o bom desempenho observado entre os principais ativos de risco no exterior nesta manhã. Investidores vislumbram a manutenção dos estímulos monetários ao redor do globo ainda por algum tempo, com expectativas de que a economia global se desacelere ainda mais sob impacto da disseminação da variante delta da covid-19.

Por volta das 10h, o dólar comercial recuava 0,91%, saindo a R$ 5,3313 no mercado à vista, após bater mínima a R$ 5,3253. O desempenho da moeda americana em comparação ao real acompanha o observado em relação a outras divisas emergentes, contra as quais também registra baixas no mesmo horário.

A LCA Consultores nota em boletim diário o clima de “risk-on” (demanda por ativos de risco) que impera nos mercados internacionais hoje. “Destaque para a recuperação dos preços das commodities, em especial petróleo e minério de ferro”, diz a instituição. No horário acima, o contrato do petróleo WTI para outubro, negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York, avança 1,34%, para US$ 66,52 o barril, enquanto o minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, saltou 6,9%, para US$ 146,13 por tonelada.

Nesse sentido, sem novidades no front fiscal, “os ativos domésticos podem acompanhar movimentos do exterior” nesta terça, observa a LCA.

Nos juros futuros, as taxas acompanham o dólar, chegando a operar em quedas superiores a 10 pontos-base (0,1 ponto percentual) contra o ajuste anterior na parcela longa da curva a termo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 passava de 6,71% no ajuste anterior para 6,705%; a do DI para janeiro de 2023 caía de 8,49% para 8,44%; a do contrato para janeiro de 2025 tinha baixa de 9,74% para 9,64%; e a do DI para janeiro de 2027 cedia de 10,19% para 10,07%.

Por ora, agentes de mercado seguem atentos a questões que possam afetar negativamente a trajetória das contas públicas, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e o tamanho do novo Bolsa Família.

Há relatos de que o governo estaria estudando “Plano B” para o pagamento dos precatórios, com o “excesso” da dívida ficando de fora do teto dos gastos e podendo resultar em um desfecho mais “palatável”, equacionando um dos problemas que têm causado desconforto no mercado doméstico. Ainda assim, o clima em Brasília segue mostrando tensão institucional entre o Executivo e o Judiciário.

Do ponto de vista de indicadores, a agenda é esvaziada, valendo citar apenas a divulgação dos dados de manufatura e venda de casas novas nos Estados Unidos, às 11h. As atenções de agentes financeiros, no entanto, permanecem voltadas para o fim da semana, quando ocorrerá o Simpósio Econômico de Jackson Hole.

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