Dólar comercial opera em baixa com exterior, reformas e Selic no radar

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13/09/2021

O dólar comercial registra queda nesta manhã de segunda-feira, avaliando o ambiente internacional favorável aos ativos de risco, o andamento da agenda de reformas no Congresso Nacional e o cenário para a condução de uma política monetária mais agressiva por parte do Banco Central (BC). Com isso, por volta de 10h50, a moeda americana recuava 0,67%, para R$ 5,2306, após cair até R$ 5,2041 na mínima intradiária.

De acordo com Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital, o cenário internacional contribui com o recuo da divisa americana na primeira hora e meia de pregão. “Isso fica somado com a trégua política, que deve permitir a votação da reforma administrativa na Comissão Especial da Câmara dos Deputados”, aponta ele.

Por último, mas não menos importante, Bergallo avalia que já entra no radar a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana que vem. “Não há dúvida quanto a alta de 1 ponto percentual, mas o tom do comunicado sem dúvida alguma vai ter extrema relevância. Caso exista um aperto maior, possamos começar a projetar a Selic acima de 8%, o que traz um colchão importante para o real ante o dólar”, diz Bergallo.

De acordo com as opções digitais de Copom negociadas na B3, a probabilidade de uma elevação de 1,25 ponto da Selic no próximo encontro do BC é de 45% no momento (estável ante o fechamento de sexta-feira). Enquanto isso, a chance de uma alta de 1 ponto, antecipada pela autoridade monetária em seus documentos oficiais, é de 34% por ora (ante 29% na sexta).

No mercado de juros futuros, as taxas operam em queda ao longo de toda a curva a termo, movimento mais pronunciado na parcela longa, com investidores reagindo ao cenário político menos tenso e a cena internacional positiva. O juro do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 seguia estável contra o ajuste anterior, a 7,28%, e o do DI para janeiro de 2023 caía de 9,16% para 9,09%. Nos trechos de maior prazo, a taxa do contrato para janeiro de 2025 tinha queda de 10,18% para 10,07%, enquanto a do DI para janeiro de 2027 recuava de 10,58% para 10,44%.

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