Dólar comercial opera em baixa com exterior positivo

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

23/08/2021

O dólar iniciou a segunda-feira em queda contra o real, refletindo o ambiente internacional favorável aos ativos de risco, conforme os investidores buscavam por pechinchas após a forte correção em queda dos preços recentemente.

Perto de 10 horas, o dólar comercial caía 0,54%, para R$ 5,3515 no mercado à vista, alinhando-se ao movimento da moeda americana em relação a divisas emergentes pares do real. Enquanto isso, o dólar também se enfraquecia contra uma cesta de seis moedas desenvolvidas, conforme apontado pelo ICE Dollar Index (DXY), que recuava 0,31%, para 93,21 pontos.

“O dólar está começando a semana com um tom suave”, diz o Brown Brothers Harriman. “Todos os olhos estão voltados para o Simpósio Econômico de Jackson Hole do Federal Reserve [Fed, o banco central americano] de Kansas City no final desta semana”, afirma o banco, citando que alguns agentes de mercado esperam que o presidente Jerome Powell faça um anúncio explícito sobre a redução de compra de ativos (“tapering”).

No mercado de juros futuros, as taxas até iniciaram os negócios em queda, mas mudaram de direção, ponderando o cenário de pressões inflacionárias à frente e os riscos fiscais e políticos domésticos.

O juro do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subia de 6,70% no ajuste anterior para 6,73%, e o do DI para janeiro de 2023 avançava de 8,40% para 8,45%. Além disso, o do contrato para janeiro de 2025 tinha alta de 9,56% para 9,63% e o do DI para janeiro de 2027 variava de 10,00% para 10,07%.

Do ponto de vista econômico, o dia é de agenda esvaziada, valendo citar apenas a nova alta na mediana das projeções do Boletim Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021, de 7,05% para 7,11%. O ponto-médio das estimativas para IPCA em 2022 aumentou de 3,90% para 3,93%, reforçando as preocupações inflacionárias dos agentes de mercado. Na próxima sexta, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anuncia a bandeira tarifária para o mês de setembro, que deve seguir na cor vermelha nível 2.

Os riscos locais também devem permanecer no radar dos agentes, com os ativos domésticos repercutindo a decisão do presidente Jair Bolsonaro na sexta-feira de apresentar ao Senado o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A promessa de entregar um segundo pedido, desta vez contra o ministro Luís Roberto Barroso, mantém elevada a temperatura em Brasília, sem sinais de arrefecimento da crise institucional.

No Legislativo, o foco está no encaminhamento da pauta da reforma administrativa e dos ajustes na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, de modo a não ameaçar o teto dos gastos. Já a proposta da reforma do Imposto de Renda (IR) segue sem consenso.

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