Dólar chega a R$ 5,27 com riscos políticos e fiscais

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/08/2021

O resultado pujante do mercado de trabalho dos Estados Unidos em julho esteve no radar dos participantes do mercado nesta sexta-feira, mas quem voltou a guiar os negócios durante a manhã foram os riscos fiscais e políticos. Após a alta forte do dólar futuro na sessão estendida de ontem, o dólar comercial já teria um ajuste nesta sexta-feira, no momento em que as tensões políticas têm escalado. Na máxima, a moeda americana chegou a R$ 5,2750, mas, após declarações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o mercado se acalmou um pouco mais.

Às 16h10, o dólar era negociado a R$ 5,2445 no mercado à vista, em alta de 0,59%.

As tensões envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF) voltam a escalar no fim da tarde de ontem e tiveram impacto expressivo no mercado futuro de dólar, o que se refletiu na cotação da moeda americana na manhã desta sexta-feira. Durante a manhã, após o resultado forte observado no relatório de empregos (payroll) dos EUA, o dólar ganhou força globalmente, o que colocou ainda mais pressão no mercado doméstico e fez a moeda americana ir às máximas do dia contra o real.

Há pouco, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana contra uma cesta de outras seis moedas fortes, saltava 0,60%, para 92,80 pontos.

A alta mais branda do dólar contra o real se deve a declarações de Rodrigo Pacheco ao propor um retorno ao diálogo. Os comentários do senador ajudaram a amenizar o clima tenso, na percepção de alguns agentes do mercado, ao menos por enquanto. Vale lembrar que o estresse adicional observado ontem no dólar futuro e nas taxas futuras de juros na sessão estendida se deveu à iniciativa do presidente do STF, Luiz Fux, de cancelar a reunião entre os presidentes de Poderes.

“No geral, a escalada da tensão entre os principais líderes do país cria não apenas obstáculos adicionais e potenciais para o governo avançar com a agenda econômica no Congresso, mas também aumenta a incerteza quanto às consequências políticas de uma nova escalada, potencialmente afetando o cenário para as eleições presidenciais de 2022”, apontam os estrategistas do Citi em relatório enviado a clientes. Para eles, esses efeitos “provavelmente enfraquecem o suporte para ativos domésticos”.

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