Dólar cai abaixo de R$ 5,30 com falas de Lira e Pacheco sobre precatórios

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

21/09/2021

O dólar comercial mantém a queda firme observada desde o início da tarde, quando os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, juntamente com o ministro da Economia, Paulo Guedes, disseram que vão buscar uma solução para o pagamento dos precatórios que respeite o teto de gastos. Por volta das 16h, a moeda americana caía 1,16%, a R$ 5,2709.

Em um dia com noticiário internacional ameno, que não dá justificativas para uma recuperação mais firme dos ativos de risco após o tombo causado pelas incertezas envolvendo a chinesa Evergrande, o real permanece no topo da lista de melhores desempenhos do dia, agora com folga maior. No horário acima, o dólar cedia 0,56% contra o rublo russo, segunda melhor moeda do pregão.

No exterior, os investidores seguem em compasso de espera antes da decisão de juros do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que sai amanhã. Para o Brown Brothers Harriman, os eventos relativos à Evergrande não devem alterar o rumo das discussões dos dirigentes do BC americano. “Nenhuma alteração significativa é esperada, mas o Fed pode adotar uma postura mais ‘hawk’ [inclinada à retirada de estímulos] que o ajude a abrir caminho para o anúncio da redução do volume de compras de ativos no fim do ano”, dizem os profissionais do banco americano. Eles avaliam que o anúncio formal ocorrerá na reunião de novembro do Fed e o início, em dezembro”.

“Os mercados abriram um pouco melhor hoje porque as preocupações envolvendo a China arrefeceram um pouco. Há também a expectativa com o resultado da reunião do Federal Reserve, que mantém os mercados meio em compasso de espera, junto com a decisão sobre o pagamento de títulos em moeda estrangeira da Evergrande, que só ocorre na quinta-feira”, notou o estrategista-chefe do Mizuho para o Brasil, Luciano Rostagno.

Este cenário de incertezas pendentes ficou menos dominante no fim da manhã, com o fim da reunião entre representantes do Congresso e do Executivo. A jornalistas, Lira reafirmou que a solução para o pagamento dos precatórios irá respeitar o teto de gastos e abrir espaço para o novo programa social do governo no Orçamento, o Auxílio Brasil. “Temos que acertar agora os procedimentos, tem reunião com os líderes da base e um almoço com a oposição”, declarou o presidente da Câmara.

Pacheco, por sua vez, afirmou que a ideia é buscar “alternativas para a liquidação” dessas despesas. A ideia é limitar o pagamento de sentenças judiciais ao valor pago em 2016 (ano de criação do teto), o que daria perto de R$ 40 bilhões. O volume total a ser pago no ano que vem, se não houver parcelamento, é de R$ 89 bilhões.

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