Dólar cai abaixo de R$ 5,20 após tom mais duro em ata do Copom trazer alívio

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

10/08/2021

Após uma manhã volátil, o dólar comercial se firma em baixa nesta terça-feira, reagindo à confirmação do tom mais duro do Copom na ata da reunião da semana passada, divulgada pela manhã. De olho no futuro da política monetária, investidores acompanham ainda as explicações do governo sobre a PEC dos precatórios e também a movimentação em torno da votação da PEC do voto impresso.

Por volta das 14h15, a moeda americana cedia 1,06%, a R$ 5,1917, após tocar mínima de R$ 5,1852.

Divulgada pela manhã, a ata do Copom retirou a menção à evolução fiscal recente mais positiva, em um momento em que o governo tenta aprovar uma reforma tributária que implica em perda de receita e também um parcelamento dos precatórios para abrir espaço para gastos com o novo programa social que o presidente Jair Bolsonaro pretende criar para substituir o Bolsa Família.

“A ata confirma o tom mais ‘hawk’ [inclinado à retirada de estímulos]”, notam estrategistas do Citi. Além da menção a uma política fiscal possivelmente mais frouxa, eles citam a menção a uma escalada da Selic até níveis acima da neutralidade e o risco de que as expectativas de inflação de médio prazo desgarrem do centro da meta, dado uma disseminação maior das pressões inflacionárias. O Citi mantém expectativa de que o BC irá elevar a Selic até 7,5% este ano e considera a ata “marginalmente positiva” para o real.

As movimentações do governo para enfraquecer o marco fiscal, por outro lado, continuam no foco. Mais cedo, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, admitiu que o crescimento dos precatórios em 2022 consumiria todo o espaço do teto de gastos, o que inviabilizaria, entre outros gastos, o novo programa que o governo quer aprovar.

De olho em tal possibilidade e também na proposta de reforma tributária do governo, bem como nas pressões inflacionárias recentes, o Credit Suisse elevou de 7,25% para 8,25% a perspectiva para a Selic no fim do ano. O sinal mais contracionista também fez a instituição revisar para baixo a perspectiva para o PIB no ano que vem, de 2,5% para 2,00%.

Lá fora, os demais pares emergentes operam sem sentido único, à espera de dados de inflação nos EUA que saem amanhã e também reagindo à aprovação do pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão pelo Senado americano. No horário acima, o dólar subia 0,36% frente ao rublo russo e 0,36% ante o rand sul-africano, mas cedia 0,43% contra a lira turca.

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