Diretor da Prevent Senior diz que acusações apresentadas à CPI “são infundadas”

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

22/09/2021

O diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, afirmou nesta quarta-feira, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que a operadora de planos de saúde vem sofrendo “acusações infundadas, incluindo as apresentadas anonimamente à CPI“, e até agora “não se comprovou” que representantes da empresa “agiram de forma dolosa” durante a pandemia.

Batista argumentou que não houve omissão de mortes nos estudos da Prevent Senior sobre uso do chamado “kit covid”, que inclui medicamentos sem eficácia contra a covid-19, e acusou os ex-médicos da operadora George Joppert e Andressa Hernandes de manipulação de dados.

“Ex-médicos da Prevent manipularam dados de uma planilha interna, de acompanhamento de pacientes, para tentar comprometer a operadora”, afirmou o executivo em uma apresentação levada aos senadores. “Eles invadiram o sistema, acessaram a planilha e adulteraram a planilha, encaminhando o arquivo sem autorização da família” para uma advogada que os representa.

Para o diretor da Prevent Senior, os dados foram manipulados com objetivo de “deturpar a conduta de mais de 3 mil médicos”. Diante de dois óbitos, “o noticiário tirou totalmente de contexto esse documento e pegou mortes que ocorreram após o dia 4 como se tivessem ocorrido anteriormente”.

Batista acusou os dois médios de tentarem ferir a imagem da empresa na imprensa. Sem levar o caso à Justiça, eles teriam entrado em contato, depois das denúncias, com o jurídico da empresa para tentar fechar acordo. “O dossiê entregue a esta Casa é uma peça de horror. Os dados foram manipulados, furtados e adulterados para atacar uma empresa idônea”, afirmou.

Ele ainda destacou em sua fala inicial a conduta da operadora durante a pandemia, reforçando medidas de segurança, campanhas de isolamento e defesa dos protocolos sanitários. O Ministério Público do Trabalho, acrescentou Batista, constatou não haver irregularidades e arquivou caso contra a Prevent Senior. “Foram gastos mais de R$ 80 milhões em EPIs. Foi comprovado pelo Ministério Público o cumprimento de protocolos.”

Ao se comprometer a dizer a verdade durante o depoimento, o diretor relatou que sua oitiva era aguardada por todos os profissionais e familiares de profissionais da Prevent Senior, que atua há 24 anos no mercado, como forma de esclarecer as denúncias que têm sido veiculadas contra a empresa. Batista foi convocado pela CPI na semana passada, mas não apareceu alegando ter sido chamado sem a antecedência necessária.

Segundo informações obtidas pela CPI, a operadora de saúde e o governo federal fizeram um acordo, no início da pandemia, para testar e disseminar medicamentos contraindicados para o tratamento da covid-19, como a cloroquina, a ivermectina e a azitromicina. A CPI recebeu um dossiê com denúncias de irregularidades elaborado por médicos e ex-médicos da empresa.

De acordo com reportagem da GloboNews, a Prevent Senior ocultou mortes de pacientes que participaram de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, contra a covid-19. A pesquisa contou com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a publicar dados dos estudos em suas redes sociais.

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