Desafio do 5G no país é universalizar acesso, dizem associações de satélites

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21/09/2021

Duas entidades relacionadas a área de satélites defenderam nesta terça-feira (21) o desenvolvimento da tecnologia 5G no país, com a ajuda do setor. Em palestra no Painel Telebrasil 2021, evento de telecomunicações organizado pela Conexis Brasil Digital, sindicato das companhias de telecomunicações, representantes da Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Abrasat) e do Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Sindisat) enfatizaram que o maior desafio do 5G no país é a universalização desse serviço – e o setor de satélites pode contribuir para esse objetivo.

No Brasil, há uma demanda do setor por preservar faixas específicas para redes de transporte 5G via satélite. Já existem faixas de frequência já atribuídas ao uso de tecnologia via satélite, dentre elas a de 28 GHz (banda Ka, de 27,9 a 28,4 GHz).

No evento, realizado em edição virtual, o presidente da Abrasat, Fabio Alencar, comentou que, em seu entendimento, o mercado de satélites no país vive um momento de expansão somente equiparado ao da década de 70, quando a tecnologia se expandiu na esteira do avanço das tecnologias impulsionadas por viagens espaciais pelo mundo. Em sua análise, o setor de satélites poderia contribuir para o avanço da tecnologia 5G no país.

“O principal desafio do 5G não é tecnologia ou velocidade, mas a necessidade de universalizar acesso, que vai exigir investimento colossal. Não pode ser somente um ‘upgrade’ do 4G, e sim levar benefícios de conectividade a todos”, pontuou. “Essa meta somente será atendida com uso de intensivo de satélites”, completou, afirmando que “não podemos pensar em conectividade no Brasil sem satélite” e que 2022 será “um ano de muita atividade para o setor”.

Também presente no evento, o presidente do Sindisat, Luiz Otavio Prates, concordou com Alencar sobre desafio de universalizar acesso ao 5G, e sobre o papel importante que o setor de satélites poderia ter nesse cenário. Para Prates, o que está por vir na área não é somente “uma nova geração de 4G”, mas uma nova era de conectividade, com a tecnologia, “cuja universalidade de serviço poderia ser atingida com auxílio do setor de satélites”, comentou o especialista.

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